Pesquisa mostra que marcas de cerveja não fazem boa comunicação com as mulheres

Em um gráfico divulgado pelo estudo, é possível ver que há uma grande insatisfação do público feminino com marcas de cerveja

Por: - 1 mês atrás

Cerveja Foto: unsplash

Um estudo realizado pela Kantar, empresa de insights e consultoria, mostrou que alguns ramos precisam melhorar a comunicação com as mulheres.  Segundo  o estudo “What Women Want”, marcas de cerveja e serviços financeiros não fazem uma boa publicidade em relação ao público feminino.

A pesquisa foi realizada com 410 mulheres para chegar ao resultado. As envolvidas passaram por entrevistas, em que deveriam identificar o nível de satisfação com notas de de 1 à 100.


“Muitas marcas se mantêm arraigadas a estereótipos antigos e perdem a oportunidade de se tornarem aliadas das mulheres”

Valkiria Garré,
CEO da divisão insights da Kantar Brasil.


Marcas precisam melhorar

Cerveja

Em um gráfico divulgado pelo estudo, é possível acompanhar pontos que representam cada uma das marcas. A imagem mostra que há uma grande insatisfação do público feminino com empresas de cerveja. A publicidade envolvendo as marcas de bebidas alcoólicas por muitas vezes foi protagonizada pela objetificação do corpo feminino.

Atualmente, o cenário melhorou, mas muitas mulheres ainda sentem  uma carência desse segmento. “As marcas de cerveja, cuja publicidade por muito tempo era protagonizada pela mulher com pouca roupa, são as que têm o maior desafio para conquistar o gênero feminino como aliado, principalmente quando falamos das mulheres com uma baixa autoestima”, expôs o artigo.

As marcas do mundo financeiro e operadoras de telefonia também não andam muito bem em relação à comunicação com este público. “As empresas financeiras, por exemplo, podem trabalhar o tema da autonomia financeira das mulheres, desempenhando um papel ativo para o empoderamento feminino – dimensão bastante relevante à autoestima”.

Por outro lado,  as empresas de beleza aparecem como as que mais conseguem se conectar com as mulheres – independentemente do nível da autoestima da entrevistada. “Algumas marcas do mundo financeiro e as operadoras de telefonia também têm muito a aprender com aquelas de beleza, que conseguem se conectar muito bem com as mulheres”, ressalta o artigo.

Relação com a autoestima

Pesquisa

A pesquisa destaca cinco tipos de autoestima: representatividade, financeira, sexual e corporal, liberdade de pensamento e expressão, representatividade e conexões sociais. A representatividade é que a está relacionada a imagem diversificada das mulheres na mídia e na esfera pública.

No estudo esse quesito se mostra como um dos mais baixos, com 16%.  “Embora nossa pesquisa mostre que ainda temos trabalho a fazer para elevar os níveis de autoestima e alcançar a verdadeira igualdade entre os gêneros, sabemos que as marcas podem estar do lado certo da história desempenhando um papel ativo nesse empoderamento – em benefício da sociedade assim como delas mesmas”, disseram.

O que as mulheres querem ?

Segundo o documento, as mulheres esperam que as marcas consigam entender as coisas que são realmente importantes para o seu empoderamento de uma forma natural e verdadeira. “Elas querem retratos na mídia que irão construir a autoestima para muitos, sem diminuí-las para os outros. Elas querem ver mais verossimilhança. Isso significa realmente “fazer o que prega” das credenciais de publicidade e marketing. O desafio está estabelecido – e é de todos nós para enfrentá-lo”, destaca o estudo.


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