Banco Central está desenvolvendo sistema de pagamentos instantâneos

A previsão é que a plataforma seja lançada em novembro de 2020 para conectar de forma direta empresas, bancos e pessoas

Crédito: Unsplash

O Banco Central está trabalhando em um sistema de pagamentos instantâneos que substitui os famosos TED e DOC. O objetivo do BACEN é extinguir os dois sistemas de transação bancária em uso hoje, que têm custos altos e compensação lenta.

A ideia da plataforma em desenvolvimento pelo Banco Central surgiu a partir da necessidade de um modelo de negócios bancários mais simples, que permitam transações com a menor quantidade de intermediários e que diminua os custos das partes envolvidas.

Os primeiros rumores sobre o novo sistema começaram em 2018, quando o BACEN emitiu um comunicado estabelecendo parâmetros para o chamado ecossistema de pagamentos instantâneos brasileiro.

O ecossistema funcionará de forma semelhante ao TED (Transferência eletrônica disponível), mas apresentará maior disponibilidade, velocidade e facilidade de endereçamento para os pagadores.

Entre as vantagens que podem se tornar realidade estão a substituição dos cartões de crédito, onde a compra seria realizada pela leitura de um QR Code por celulares. A autorização da operação seria feita por meio de identificação biométrica, leitura de digital ou selfie.

Outra facilidade é a criação de um usuário para cada pessoa, isso acabaria com a necessidade de inserir a cada transferência dados como agência, conta, nome e CPF do cliente.

Desde que assumiu o cargo de presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto vem se posicionando a favor de novas tecnologias como as utilizadas nas fintechs para agilizar e otimizar os processos bancários.

A nova plataforma deve funcionar através de um modelo chamado blockchain, que resumidamente é um sistema que permite rastrear o envio e recebimento de informações pela internet. São pedaços de códigos gerados online que carregam informações conectadas, como bloco de dados que formam uma corrente.

Segundo o Banco Central, o desenvolvimento de toda a base de dados deve custar cerca de R$ 4,3 milhões e a manutenção anual deve ficar em R$ 1,2 milhão.


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