Redes sociais: da busca ao acolhimento

Conheça a estratégia da Sitel e entenda como as novas mídias podem ser utilizadas também no recrutamento de pessoas. Empresa conta hoje com 90 refugiados em seu time

O uso de redes sociais, apesar de extremamente recente, é uma realidade em todo o mundo. Dados globais da We Are Social e da Hootsuite mostram que, em janeiro de 2019, havia mais de 5 bilhões de usuários únicos no mobile. Ao mesmo tempo, mais de 3 bilhões de pessoas estavam usando as redes sociais ativamente – o que representa quase metade da população mundial.
Diante desses dados, não há dúvidas de que esses canais são indispensáveis em qualquer tipo de relação: empresas ou pessoas que quiserem estabelecer um diálogo fluido uns entre os outros, necessariamente precisarão estar online. Porém, mais do que possibilitar conversas, as redes se tornaram um espaço em que opiniões são ditas sem muito filtro. Isso nem sempre traz resultados bons, porém, é preciso saber aproveitar o que há de melhor.
Essa percepção fez com que a Sitel, empresa que conta com 75 mil colaboradores divididos entre 27 países, adotasse formas de recrutamento dedicadas também às novas mídias. De acordo com o CEO, Laurent Delache, a estratégia tem funcionado. “Estamos percebendo que as pessoas têm se aproximado da Sitel mais espontaneamente”, afirma.
Mais do que usar as redes como simples meio de divulgação de vagas, a empresa considera esses canais um elemento estratégico – algo que faz parte do perfil do CEO, inclusive. “Estamos nos tornando mais sociais, lapidando a imagem que a Sitel tem no Brasil”, argumenta.
Isso faz com que os colaboradores também se engajem. De acordo com Delache, quando uma vaga é colocada à disposição, os funcionários também a recomendam, compartilham. Outra demonstração de engajamento é o uso do portal Empowered Voices, desenvolvido pela Sitel para que os colaboradores contem sobre a relação que têm com a empresa.

Apostas digitais

Nesse processo, a Sitel ampliou também sua atuação na plataforma Glassdoor, antes conhecida como LoveMondays. “Recursos como esse funcionam como uma troca justa de informações”, explica Delache.
“Os colaboradores comunicam os problemas por lá, então entendemos o que precisa ser mudado”. Desde que passou a monitorar a própria nota, a empresa evoluiu de regular a boa na avaliação do portal. “Cada vez mais, em um mundo digital, as redes sociais são um termômetro da experiência do indivíduo”, acredita.
O processo seletivo também se tornou mais digital. Antes, todos os candidatos precisavam entregar seus currículos presencialmente. Hoje, isso é feito online. “Quero melhorar a experiência do meu colaborador de forma genuína”, afirma Delache. “Se a experiência for boa, ele tende a também atender bem o cliente”.

Seleção criteriosa

O aprimoramento do recrutamento na Sitel é uma estratégia essencial também porque o atendimento feito por lá é bastante especializado e técnico – algumas operações são bilíngues ou trilíngues, inclusive. Isso abriu portas para que a empresa contratasse refugiados que falam francês e espanhol. “Neste momento, temos 90 refugiados”, revela o CEO.
Nascidos em países do continente africano e na Venezuela, esses funcionários saíram de lugares em guerra ou em situação econômica insustentável para buscar uma vida melhor no Brasil – e encontraram, graças à Sitel. “São pessoas capacitadas, com uma vida profissional estabelecida, que não puderam continuar em seus países”, explica. A empresa acompanha a situação dos colaboradores por aqui e ajuda até mesmo a trazer a família para um lugar de segurança. “Estamos realmente mudando vidas”, diz o CEO, que é francês. “Vejo o Brasil um local de acolhimento”.


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No centro, Laurent Delache, CEO da Sitel, com dois colaboradores que são refugiados: Jesus, à esquerda, nascido na Venezuela e, à direita, Joel, da República Democrática do Congo

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