Empresa cria airbag inteligente para bicicletas

Equipamento custa cerca de R$ 3,1 mil, e é acionado milésimos de segundos antes da queda do ciclista através de um algoritmo

Crédito: Divulgação

A regulamentação de normas de segurança em bicicletas e patinetes têm sido debatidas cada vez mais pelo Poder Público e empresas fornecedoras desses novos modais de transporte. Foi pensando na segurança do ciclista nos grandes centros urbanos que a empresa francesa Heliete desenvolveu o airbag inteligente para bicicletas.
Lançado em setembro deste ano, o aparelho antecipa quedas e choques com veículos, protegendo o tórax, o pescoço e as costas. Segundo Gérard Thevenot, CEO da companhia, o produto deve chegar em breve ao Brasil.
Na França, dois milhões de pessoas andam de bicicleta todos os dias. A proposta da prefeitura de Paris, por exemplo, é de que a cidade multiplique as construções de ciclovias e restrinja a circulação de carros para diminuir a poluição e a emissão de gases poluentes.
Em toda a Europa, a estimativa é que 7% dos ativos vão de bicicleta para o trabalho todos os dias. “O colete airbag vai proteger o tórax, o pescoço e o abdômen, lesões frequentes em acidentes de bicicletas. Em geral, os ciclistas são atingidos por carros que cortam a rodovia ou não conseguem parar quando um caminhão que está na frente freia repentinamente, por exemplo”, explica Gérard Thevenot, em comunicado à imprensa.
O colete, de acordo com o executivo, vai evitar lesões que ocorrem na parte de cima do corpo. Em grande parte dos acidentes, diz, a cabeça é jogada para trás, e atinge as vértebras, com graves consequências. “O colete também proporciona uma boa proteção nas costas, onde ocorrem cerca de 20% dos ferimentos mais graves”, diz.
O dispositivo foi testado nos laboratórios da empresa em Poisy, na região de Haute-Savoie, no leste da França.

Mercado brasileiro com potencial

Em comunicado no lançamento do produto à imprensa, a empresa afirma que pretende comercializá-l0 no Brasil, mas que antes precisa fechar contrato com uma rede de distribuição de material especializada em ciclismo.
Outra dificuldade, afirma Thévenot, é o imposto sobre a importação. “As taxas são elevadas e o custo final do produto acabará sendo alto”, declara. Na França, o novo produto custa 690 euros, o equivalente a R$ 3.140.


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