Identidade e privacidade: você sabe do que está falando?

Jacques Meir, diretor-executivo de Conhecimento do Grupo Padrão, abriu o Seminário de Proteção de Dados com uma provocação sobre a percepção do consumidor

Por: - 4 semanas atrás

O Seminário de Proteção de Dados 2019 começou com uma referência que está em alta neste momento: o Coringa, filme que apresenta uma versão da trajetória de um dos vilões mais bem construídos da história. Jacques Meir, diretor-executivo de Conhecimento do Grupo Padrão, destacou um ponto de convergência entre a história e a privacidade: a questão da identidade.

“Há um dilema entre privacidade e identidade: as pessoas querem proteger o que são ou o que as cerca?”, questionou. Para ele, o ponto mais obscuro que nos cerca é: estamos substituindo quem somos por personas digitais? “No Instagram, todos vivem no melhor dos mundos”, exemplifica. Ao mesmo tempo, os algoritmos sabem e interpretam até mesmo o que o consumidor não disse, diante do volume de informações. Assim, ainda em termos de identidade, quanto o ser humano é influenciado por algoritmos?

privacidade

Jacques Meir, do Grupo Padrão

Do outro lado, está a questão da privacidade. “Quando falamos em proteção de dados, nós nos referimos a quais dados? A qual privacidade? O que as pessoas entendem como privacidade?”, perguntou. Nesse sentido, disse que a população na América Latina em geral entende que é válido ceder os dados, desde que haja um retorno a partir disso. Os consumidores manifestam esse aceite em relação aos cookies em gadgets; à localização, quando usa apps de mobilidade; à serviços de mídia. Porém, elas não percebem que liberam dados quando acessam serviços financeiros, por exemplo. É uma visão seletiva que comprova que a maior parte das pessoas ainda não entendem plenamente o que é privacidade.

O Seminário de Proteção de Dados, então, veio responder perguntas e elaborar algumas outras. É só o começo de um longo processo relacionado à gestão de dados e de privacidade.