Lei de proteção de dados: com a palavra, as empresas

O que as empresas pensam ou defendem quando o assunto é a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)? Elas falaram sobre o assunto no Seminário

Crédito: Unsplash

Um dos grandes desafios corporativos do próximo ano tem nome: a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A norma entra em vigor no dia 16 de agosto de 2020 e vai mudar a rotina das companhias em todos os setores: recursos humanos, negócios e, principalmente, relacionamento com o cliente. E o que as empresas têm a dizer sobre o assunto?
O painel “Proteção de dados: como combater e mitigar riscos, perdas e danos”, no Seminário de Transformação Digital e Cibersegurança, fomentou essa discussão.
Jacques Meir, diretor executivo de conhecimento do Grupo Padrão e mediador do encontro, falou sobre os desafios de adaptação da LGPD no mundo corporativo. Segundo ele, é preciso entender toda a jornada de coleta e tratamento de dados da empresa, evitando assim riscos e até eliminando eventuais deslizes que possam resultar em uma multa com base na lei.

Crédito: Douglas Lucena/ Grupo Padrão


Claudio Benavente, head de Segurança da Informação da Sky, disse que a empresa está em um estágio bem avançado de conformidade com a lei.

“A Sky tem uma política de proteção de dados há tempos. Seguimos protocolos da AT&T, que possui foco bem grande na proteção de dados e não apenas na LGPD”.

Daniel Polistchuck, CIO da fintech Bom para Crédito, afirma que o fato de a empresa ser jovem e digital é um ponto favorável ao cumprimento da LGPD. E esse processo começou bem antes da aprovação da lei.
“Começamos a organizar todo o processo da proteção de dados há um ano, independentemente da LGPD. Até pelo tipo de negócio que temos, que lida com dados sensíveis, a segurança faz parte do dia a dia”, explica.
No Bradesco, a estratégia é centralizar a governança dos dados da companhia. “Temos estratégias bem definidas hoje. Gstões para determinados momentos do tratamento de dados, o que inclui uma para acidente, outra para crise, entre outras. O que estamos fazendo é centralizar a governança de proteção. Antes era descentralizada”, disse Marisa Teresa Tolu Brasil, gerente departamental da segurança corporativa do Bradesco.

Desafios

A lista de desafios é imensa no Brasil. Diferentemente da Europa que discute o direito de tratamento de dados há décadas, o Brasil desembarcou de maneira genérica no tema em 2014 com o Marco Civil da Internet.
No próximo ano, o País terá a primeira lei com regras específicas sobre proteção de dados. Em outras palavras, há diversos desafios, dentre eles o mais importante: informar às pessoas que elas terão esse direito a partir do próximo ano.
É o que afirma Claudio, da Sky. “O principal desafio é a cobertura do programa sobre LGPD. A nossa malha é o Brasil, logo temos clientes do Amazonas até o Rio Grande do Sul. Além disso, como podemos fazer para conscientizar não apenas os consumidores, mas também os nossos parceiros? O que nos preocupa são os parceiros”, afirma.
Marisa Teresa afirma que o banco está empenhado em ajudar o mercado e os consumidores a entenderem o impacto dessa lei. “Queremos ajudar o mercado. Queremos elevar o nível do mercado. Para nós, não é apenas ferramenta, mas processo e pessoas. É preciso mudar o mindset. É preciso dizer para o funcionário que entender o impacto da lei é para o bem dele também”, disse.

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