A mídia multiplataforma: o desafio digital e cultural

Quais canais a mídia tradicional precisa desenvolver para inovar e ganhar o direito de sobreviver? E quais competências ela necessita para isso? Uma boa discussão no Web Summit

Por: - 6 dias atrás

multiplataforma Foto Pixabay

Uma discussão voltada para as transformações enfrentadas pela mídia tradicional e a herança que marcas e outlets digitais precisam valorizar para prosperar em um ambiente multiplataforma.

No painel, tivemos a presença de Larry Fitzgibbon, CEO da Tastemade Victoria Borlaug, CEO da United Group (operadora de telefonia e mídia europeia) com mediação da Editora-executiva da Vice Media LLC,  Erika Allen, e Kelly Balés, Diretora-executiva e desenvolvedora criativa de vídeos da Condé Nast Entertainment.

As mídias cresceram ao longo doo século XX baseadas em canais que dominavam e que permitiam controle da distruibuição.

A era digital desconstruiu esse modelo e rapidamente obrigou as empresas de mídia a dominarem outros formatos: quem fazia vídeos precisou dominar games, quem editava jornais e revistas precisou trabalhar com áudio-visual e todos precisaram se adaptar a fragmentação e desequilíbrio da internet.

Todos se dedicaram à busca pela conexão com os consumidores, sem atentar contra seu legado e seus valores. Não parece estar funcionando.

É fácil verificar como as empresas de mídia estranham adaptar seu conteúdo para canais como o Instagram ou o recém-nascido e fugaz Tik Tok.

A busca pela audiência trouxe também a necessidade criar conteúdos personalizados e entender que ele precisa ser monetizado e não sustentado pela publicidade.

Larry Fitzgibbon diz que a Tastemade trabalha para atingir sempre públicos específicos, oferecendo conteúdos em 7 línguas diferentes, para países e culturas distintas como Brasil, Argentina, Reino Unido e Hong Kong.

Essa preocupação com a identidade local é essencial para garantir o engajamento dos mercados.

Já o Tik Tok é uma plataforma nova e que traz novos desafios locais para criação de conteúdos interessantes e que vão além das competências que sua empresa desenvolveu ao longo dos anos.

No caso da Condé Nast, Kelly afirma que o foco está na forma de selecionar os criadores de conteúdo para que as histórias sejam interessantes e diferentes em cada plataforma.

multiplataforma

Ela afirma que em um mundo onde o mobile é o dispositivo principal, a linguagem precisa estar adaptada aos usuários, à forma com que eles absorvem e assistem ao conteúdo, particularmente aquele que tem 60”, 15” ou até menos.

Entender a essência de cada canal e definir seu público e audiência nas diversas plataformas, cada vez mais rápidas e instantâneas, coloca as empresas de mídia no caminho da produção descartável e rápida.

Estranho paradoxo da busca pela relevância que se mede pela atenção. Repercussão rápida e intensa, mas impermanente, suspensa, esquecível.

Ao invés de colaborar para a disseminação de ideias e reflexões individuais, a corrida pela viralização autoconsumivel deixa apenas um vazio. Uma lacuna que a mídia ocupava e da qual parece graciosamente abrir mão.

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