Marketing em 2020: 8 tendências antecipadas no Web Summit Lisboa

Líderes de grandes empresas discutem os desafios e incertezas do setor para o próximo ano. Descubra quais foram os principais insights do encontro

Por: - 5 dias atrás

marketing Da esq. à dir. Fernando Machado, CMO, Burger King, Gail Heimann, President & CEO, Weber Shandwick, Katia Bassi, CMO, Automobili Lamborghini e Marty Swant, repórter da Forbes (Foto Vaughn Ridley)

Nunca foi tão complicado envolver clientes em todo o mundo. Da rapidez das mídias sociais às incertezas políticas, o marketing global é um desafio que apenas os melhores conseguem dominar.

Durante o painel “O marketing em 2020”, no Web Summit Lisboa, Fernando Machado, CMO do Burger King, Gail Heimann, CEO da Weber Shandwick, Katia Bassi, CMO da Lamborghini e Marty Swant, repórter da Forbes, que foi a mediadora, apresentaram as tendências e desafios que o próximo ano reserva para o setor.

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(Foto Vaughn Ridley)

Confira as principais tendências de marketing em 2020:

1. CAPACITE PESSOAS A SEREM ÁGEIS

Para Fernando Machado, que leva em seu currículo diversas campanhas publicitárias premiadas, o segredo será administrar o tempo, se manter ágil diante de diferentes marcas e personalidades, capacitando as pessoas certas para fazer cada trabalho e garantir que elas estejam seguindo a sua mesma visão.

“Temos uma equipe muito forte e uma cultura muito forte no Burger King”


2.COMPARTILHE METAS E ESTRATÉGIAS

Saber cascatear as metas da empresa para todos os níveis de colaboradores também é fator decisivo para o desempenho dos times de marketing. E o segredo é entender qual é o principal objetivo estratégico da marca e levar isso para o monitor de cada um.


3. USE A CRIATIVIDADE COM RELEVÂNCIA

A criatividade pode ser uma fonte de vantagem competitiva, por isso, jamais subestime a inteligência do consumidor.

“Entregue algo relevante para o público-alvo específico”

Fernando Machado, CMO do Burger King


4. OFEREÇA EXPERIÊNCIAS PARA OS CLIENTES

Pense em interação pessoal e como isso se relaciona com sua a marca. É muito importante ter uma conexão direta com os clientes. “Temos a sorte de ter uma base de clientes muito jovem. Eles são muito enérgicos. Portanto, para nós é fundamental organizar atividades onde eles podem testar o carro, mas talvez tenham um relacionamento pessoal com o executivo da marca, porque o mais importante para ele não é ser um número”, diz Bassi sobre a Lamborghini.

“Clientes adoram a ideia de que têm um relacionamento pessoal com a marca e sentem que realmente são alguém para a empresa”


5. USE  DADOS COM PERSONALIZAÇÃO

Não importa qual canal ou tecnologia. Entenda o comportamento digital daquele indivíduo. “Mesmo que saiba usar dados, você ainda precisa lembrar da ideia que te levou a criar aquele produto e em quem está pensando em usá-la”, aconselha Gail Heimann.

“São mais e mais dados para alcançar nosso consumidor de uma maneira otimizada e super personalizada, então foque no que a marca representa e como você diz isso a eles”

Fernando Machado, CMO do Burger King


6. ENCONTRE O PROPÓSITO DA MARCA COM VERDADE

No fundo, parece um monte de chavões, mas muitos consumidores têm pensado em como as marcas se relacionam com certas causas. E como a empresa pode definir seu propósito? “Apenas falar com pessoas por aí para parecer legal ou para tentar fazer parte da conversa, não funciona”, diz Bassi.

Quando a marca se apropria de uma causa, ela precisa viver de acordo com isso. As empresas se tornam responsáveis não apenas pela base de consumidores, mas também pela base de funcionários e partes interessadas.

“Para que a marca possa ter uma causa, pense bem se essa causa faz parta do seu ecossistema”

Katia Bassi, CMO da Lamborghini


7. CRIE UMA COMUNIDADE

Gail Heimann acredita que plataforma é onde está o público. E é de lá que vem o retorno de vendas.

“Podemos trabalhar em conjunto com algumas plataformas para resolver problemas que eram realmente difíceis de prever e, assim, criar diálogo”


8. PREVEJA A LEI DE PROTEÇÃO DE DADOS

A Lei de Proteção de Dados já vem mudando enormemente a maneira como os profissionais de marketing têm que pensar na personalização de anúncios baseada em dados internos e como isso afeta os negócios. Mas também levanta a questão de qual é a necessidade de estarmos tão conectados. A Lamborghini já vem se adequando. “Temos nossas equipes de tecnologia ao lado do jurídico para nos ajudar. Não tivemos experiências ruins nessa área, mas é algo que precisamos estar muito próximos. É uma coisa que todos estamos aprendendo”.

Na Weber Shandwick não é diferente. “É uma grande oportunidade de reeducar nosso pessoal sobre ética de dados. Temos novas equipes pra isso, pensando em como usar de maneira correta e apropriada”, conta Gail.


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