5 Destaques desta edição da Black Friday

Grandes lives, crescimento e entrada de pequenos e médios varejistas marcaram as promoções do último fim de semana de novembro

A Black Friday deste ano foi um sucesso no Brasil. Prova disto são os números que mostram crescimento acima de 20% e faturamento superior a R$ 3 bilhões no online.

Nesta edição os pequenos e médios varejistas chamaram atenção pela adesão, além da demonstração de poder do m-commerce e número de novos consumidores.

“Vimos a consolidação da Black Friday como principal data do ano para o comércio eletrônico. Percebemos isso pelos números”, afirma Luiz Claudio Dias Melo, sócio-diretor da divisão de varejo da consultoria 360 Varejo.

Os destaques desta edição da data de descontos vão de shows à entrada de novos consumidores. Confira seis highlights desta Black Friday:

1. CRESCIMENTO

A Ebit | Nielsen divulgou dados já consolidados das vendas entre quinta (28) e sexta-feira (29). O levantamento mostra que o e-commerce faturou R$ 3,2 bilhões na Black Friday e cresceu 23,6% em relação ao ano passado, quando as vendas totalizaram R$ 2,6 bilhões no online.

Nesta edição o ticket médio teve queda de 1,1% e ficou em R$ 602. No ano passado os consumidores gastaram, em média, R$ 608. Durante a quinta e sexta-feira foram registrados 5,33 milhões de pedidos, expansão de 25% na comparação com o mesmo período do ano anterior (4,27 milhões).

“Os números da Black Friday comprovam que o evento já faz parte do calendário de compras do brasileiro, com crescimento ano a ano. Nesta edição, vemos que as pessoas compraram diferentes tipos de produtos, ou seja, a alta não foi puxada apenas pelos mais caros”, destaca a líder de Ebit|Nielsen, Ana Szasz.


2. ENTRADA DE PMES

Com adesão maior entre pequenos e médios varejistas, a Black Friday teve maior penetração. Antes do início das promoções uma pesquisa da plataforma Loja Integrada mostrou que 80% dos pequenos e médios lojistas pretendiam promover descontos na data.

Rodrigo Rodrigues, diretor de Google Customer Solutions para o Brasil, explica que nichos mais específicos trazem mais oportunidades. “Hoje você tem categorias mais locais garantindo um pedaço do bolso do consumidor”, afirma.

Neste ano o Google preparou uma War Room para dar suporte aos pequenos e médios varejistas com insights em tempo real. Com a ajuda da empresa os varejistas conseguiram mudar suas estratégias de comunicação com os consumidores olhando para o que eles estavam pesquisando. O Google aumentou a equipe de atendimento de PMEs nesta edição, o que reforça o crescimento da data neste segmento.


3. SHOWS DA BLACK FRIDAY

O YouTube transmitiu, na quinta-feira (28), o Show da Black Friday com grandes criadores de conteúdo, como Felipe Neto, Kondzilla e Giovanna Ewbanck. Adidas, Americanas.com e Carrefour aproveitaram a oportunidade e anunciaram na live.

Já o Magazine Luiza decidiu fazer sua própria transmissão ao vivo. A empresa fez uma megaevento com a apresentação de Luciano Huck e transmissão no Multishow. Whindersson Nunes, Pablo Vittar e a dupla Simone e Simaria participaram do evento.

“Veremos cada vez mais esforço dos varejistas em promover essa data. É uma campanha que vem para ficar”, afirma Pedro Ribeiro, head da Retail Consult para América Latina.


4. NOVOS CONSUMIDORES

As promoções online da Black Friday 2019 levaram 418 mil brasileiros a comprar pela primeira vez via internet, uma alta de 12% em relação a 2018. A base total de compradores online no Brasil neste ano foi de 2,85 milhões, uma expansão de 18,1%.

Entre os motivadores para a adesão ao varejo online pelos brasileiros, a Ebit | Nielsen destaca que Instagram ultrapassou o Facebook e se tornou a mídia que mais motiva as compras. 

Fonte: Ebit | Nielsen


5. M-COMMERCE CADA VEZ MAIS FORTE

As vendas durante a Black Friday confirmam a tendência do consumidor de adquirir a partir de dispositivos móveis. Assim como no ano passado, esse movimento foi crescente e nas 48 horas entre a quinta e a sexta-feira de 2019, a Ebit | Nielsen identificou que 55% dos pedidos foram feitos a partir de celulares. Na comparação com 2018, a alta foi de 103%.

O faturamento via mobile neste ano chegou a R$ 1,7 bilhão, enquanto nos mesmos dias do ano passado foi de R$ 830 milhões, uma expansão de 95%. O ticket médio para a compras por esse meio foi de R$ 574, frente aos R$ 552 do ano anterior, alta de 4%. 

“Já vínhamos falando ao longo do ano sobre Mobile First e de fato esta Black Friday se consolidou como o evento onde mais compras foram feitas por este formato. Garantir uma boa experiência mobile foi o diferencial para bons resultados”, explica Ana Szasz. 


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