Os dez maiores fracassos de tecnologia da última década

Reviva os principais desastres tecnológicos dos últimos dez anos. Você já teve algum deles?

Foto Pixabay

Já ouviu falar no lema do Vale do Silício? “Fail fast, fail often, fail better”, ou falhe rápido, falhe frequentemente, falhe melhor. Errar faz parte do processo de aprendizagem de empresas de tecnologia, e permite que inovações possam ser aperfeiçoadas.

Lançar produtos inovadores e bem-sucedidos não é fácil. Mesmo grandes companhias, como Google e Microsoft, têm fracassos em seus currículos – vários deles, por sinal.

Em uma pequena homenagem ao final de mais uma década, a Consumidor Moderno separou uma lista com os dez maiores fracassos tecnológicos dos últimos dez anos. CONFIRA A SEGUIR:

Amazon Fire Phone

A tentativa da Amazon em entrar para o universo dos smartphones foi um fracasso crítico e comercial.

Lançado em 2014, o aparelho prometia ser revolucionário ao trazer um recurso de câmera 3D chamado Dynamic Perspective. A novidade, porém, se resumia a uma visualização em 3D de produtos na Amazon Store, não trazendo nenhuma verdadeira atração fotográfica.

O produto acabou vendendo apenas 35 mil unidades no seu lançamento, e resultou em um rombo financeiro de US$ 170 milhões para a gigante do varejo.


BlackBerry

O antigo celular com botõezinhos já foi um sucesso no mercado, mas não resistiu à ascensão dos iPhones e Androids.

Por muitos anos foi considerado muito moderno, e fez a cabeça de muitas pessoas no mundo corporativo, graças às suas funções de email e edição de documentos Microsoft PowerPoint e Word.

Contudo, o seu sistema operacional não foi capaz de acompanhar a evolução do mercado, uma vez que seus fabricantes insistiram em continuar comercializando um produto que não era capaz de rodar aplicativos, como os seus concorrentes faziam.

Em 2016 a empresa anunciou que não ia mais investir no desenvolvimento de smartphones próprios.


Galaxy Note 7

O Galaxy Note 7 foi um lançamento explosivo da Samsung em 2016. O dispositivo da famosa linha Note literalmente teve registros de explosões dentre vários usuários pelo mundo, chegando a ser proibidos em voos. Para piorar, o aparelho ainda tinha defeitos graves em botões, na câmera e no desempenho da bateria. O desastre causou um dano de US$ 17 bilhões para a Samsung.

O Galaxy Note 7, contudo, é um exemplo de que nem todo fracasso significa fim: a linha Note continua firme e forte no mercado e, felizmente, nunca mais pegou fogo nos bolsos de ninguém.


Google+

Apesar de ainda existir, a rede social do Google nunca decolou. Criada para ser a concorrente direta do Facebook, em 2011, não ofereceu verdadeiramente nenhuma vantagem em relação à rival, e nunca atraiu engajamento.

Para piorar a situação, em 2018 foi revelado um bug que expôs os dados de mais de 500 mil usuários no mundo todo, se tornando um verdadeiro escândalo de insegurança digital.

No início de 2019, a empresa anunciou que iria descontinuar o serviço, não sendo possível inserir novos perfis, eventos ou comunidades. Contudo, ela continua aberta para visualização e ainda é parte do pacote de serviços do Google.


Google Glass

Quem não esperou empolgado pelo lançamento do óculos futurista do Google?

Lançado em 2012, os desenvolvedores do produto não preverem que ele entraria em conflito com leis de proteção à privacidade, gerando polêmicas e banimentos em diversos locais públicos, como bares, restaurantes e cinemas. Como se não bastasse, muitos usuários reclamaram da interface confusa e da fraca vitalidade da bateria.

A má fama do dispositivo (que custava US$ 1,5 mil) causou um fracasso nas vendas, e foi descontinuado três anos depois.


Google Wave

O Google Plus não foi a única falha do Google em criar uma rede social. Antes do Google+, ainda houve o Google Wave, que começou um pouquinho fora da década (em 2009), mas sobreviveu até meados de 2012.

A rede social foi uma tentativa dos engenheiros da empresa de reimaginarem o Gmail, criando um feed onde pessoas pudessem editar textos de forma coletiva. Porém, a sua interface era tão complicada que as pessoas não conseguiam usar. Sem networking, sem rede social.

Um ano após o lançamento, o projeto já havia sido considerado um fracasso, e os engenheiros pararam de trabalhar nele. Levou mais dois anos para que a rede social fosse completamente apagada do Gmail.


Microsoft Kinect

Anunciado pela primeira vez como Project Natal (um acessório para o Xbox 360) o produto da Microsoft prometia revolucionar os videogames para sempre, com seus sensores de voz e movimento que transformavam o corpo todo do jogador em um joystick. Em 2010, o aparelho chegou ao mercado com o nome de Microsoft Kinect.

A princípio, o produto vendeu bem, e chegou até a ser utilizado em projetos científicos com crianças com distúrbios neurológicos, ou na criação de robôs.

Contudo, com o passar do tempo, a aplicação prática do Kinect como videogame começou a apresentar seus pontos fracos: para que os jogos funcionassem, era exigido um grande espaço físico para movimentação, ou seja, pessoas que moravam em apartamentos pequenos não conseguiam utilizar. Os sensores também não funcionavam tão bem, dando mais dor de cabeça que diversão aos usuários.

Em 2013, com o lançamento do Xbox One (que vinha com o Kinect acoplado), as vendas dos consoles da Microsoft começaram a ficar para trás da concorrente, Sony, pois as pessoas não tinham mais interesse no Kinect. Mais e mais desenvolvedores pararam de produzir jogos para a plataforma, e a Microsoft entrou em prejuízo. Em 2015, o aparelho sumiu do mercado, e as vendas da Microsoft alavancaram mais uma vez.


Wii U

Mais um videogame que entra para a lista dos grandes fracassos da década.

O Wii U foi um console da Nintendo que também tentou surfar na onda dos sensores de movimentação – e morreu na praia. Vinha com um controle chamado Gamepad, que abrigava uma tela sensível ao toque e que exibia conteúdo adicional aos jogos. Este joystick com tela também nunca funcionou como deveria: seu hardware era ultrapassado, confuso e as pessoas simplesmente ficavam mais irritadas do que felizes ao jogar.

No fim das contas, os conteúdos adicionais dos jogos não eram exatamente essenciais, e este era o único recurso extra do videogame, que, além de tudo, não apresentava tantos títulos fortes de jogos quanto a concorrência.

O Wii U causou um prejuízo de US$ 229 milhões para a Nintendo, e saiu de linha em 2015.


Windows 8

O Windows 8 foi odiado por muitos por ter removido o botão “Iniciar” do sistema – o que, para os engenheiros de software da Microsoft, seria uma grande evolução.

O produto foi lançado em 2011, e até funcionava bem no Windows Phone e em laptops com tela de touchscreen, graças à interface semelhante às dos tablets.

Contudo, ao ser utilizado em um computador desktop, o sistema operacional se tornou totalmente não-funcional, com consumidores do mundo inteiro confusos sobre como navegar entre telas horizontais com um mouse.

O produto foi rapidamente substituído pelo Windows 10, que carregava funções mais semelhantes às que os usuários já estavam acostumados, além de um melhor desempenho.


Windows Phone

Juntamente com o fracasso do Windows 8, veio o epic fail do Windows Phone. Os aparelhos celulares da Microsoft carregavam o mesmo sistema operacional que causou ranço em consumidores do mundo inteiro.

Para piorar, não eram compatíveis com aplicativos do Google, como Gmail, YouTube e Google Maps, por exemplo. Os desenvolvedores precisavam criar versões dos apps exclusivas para rodar neste novo sistema operacional, o que nem sempre valia a pena para eles, fazendo com que o Windows Phone tivesse uma carência enorme de aplicativos à disposição.

Os aparelhos da Microsoft chegaram a vender bem no Brasil, e estiveram à frente da Apple, em números, por um tempo no país, mas a baixa funcionalidade do produto, aliada ao fracasso do Windows 8, fizeram com que ele se tornasse rapidamente obsoleto.

As produções foram encerradas em 2015, e no início de 219, a Microsoft informou que encerraria completamente os canais de suporte para os usuários que ainda carregam o aparelho pelo mundo.


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