Como o Facebook pretende lutar contra o Deepfake?

Agora, o objetivo da big tech é o de se vender como uma grande fornecedora de privacidade online. Será que as pessoas vão comprar essa ideia?

Foto: John Noonan / Unsplash

Após diversas polêmicas acerca de privacidade, fake news e dados, o Facebook tem tentado reposicionar a marca e reformular seus produtos. Uma das mais importantes convenções de tecnologia, a CES (Consumer Technology Association), acontece na primeira semana do ano. Em tempo de se apresentar no palco do evento em Las Vegas, Mark Zuckerberg e sua equipe investiram em renovar a ferramenta de check up de privacidade um dia antes da grande cobertura midiática.

Bom, aqui o caminho capcioso consiste em ganhar de volta a confiança do público e dos poderes públicos de todo o mundo. Mas a questão que não quer calar é o esforço futuro da empresa para impedir com que tais problemáticas continuem afetando o cotidiano mundial. O deepfake, por exemplo, é a maior preocupação cibernética das eleições americanas de 2020. Em uma matéria sobre o app chinês que popularizou a tecnologia, explicamos melhor como ela funciona.

Basicamente, o feature controlado por inteligências artificiais é capaz de mudar expressões, falas e rostos em um vídeo. Nos Estados Unidos, a tecnologia já gerou polêmica nos últimos anos e foi alvo de processos legislativos.

Durante o evento, o Facebook anunciou que implantará novas políticas de conteúdo para que a desinformação e a disseminação de notícias e conteúdos falsos não seja um grande problema nessa nova década. Dentre as medidas estão a remoção de vídeos manipulados por inteligência artificial, imagens e conteúdos com alterações não visíveis ao público leigo e uma maior caçada às fake news e conteúdos inverídicos.

Após recentes polêmicas, a rede social já havia implantado uma série de algoritmos de checagem para certificar a veracidade de um relato.

Apesar das mudanças anunciadas, algumas publicações de manipulação simples como vídeos com cortes e inversão de ordem para alterar o seu sentido não sofrerão restrição alguma. Esse ponto levantou dúvidas e gera uma certa apreensão sobre as reais intenções da empresa.

Vale lembrar que Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, é alvo de diversos processos federais em vários países ao redor do mundo. Recentemente, ele foi convidado a prestar esclarecimentos na corte americana e para o congresso do Reino Unido.

Um resumo geral de tudo pode ser assistido no documentário Privacidade Hackeada, disponível na Netflix. O filme traz uma cobertura completa do caso da Cambridge Analytica e levanta interrogações sobre o papel do Facebook no controle do uso de dados e conteúdo distribuído em suas plataformas.

No Brasil, as eleições de 2018 foram marcadas por disparos ilegais no mensageiro mais famoso da empresa, o WhatsApp. Neste caso, a companhia confirmou o envio ilegal por serviços duvidosos vindos de diversos usuários e baniu mais de 400 mil contas da plataforma.

A mídia mundial tem comentado corriqueiramente que Zuckerberg tentará nos convencer de que o Facebook é uma empresa de privacidade e que pode nos vendê-la em seus produtos. Será mesmo?

Nova estrutura de privacidade do Facebook

  • Escolha da visibilidade de cada parte do seu perfil por ordem de usabilidade;
  • Dicas para formular uma senha mais segura;
  • Mais de três alertas de login de sua escolha: via Messenger, SMS e E-mail;
  • Como e quem pode lhe encontrar no Facebook;
  • Detalhamento, ativação e desativação dos aplicativos e funcionalidades que captam seus dados.

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