Uber ativa código PIN para aumentar segurança e diminuir assédio sexual

A opção surge como uma tentativa da Uber de reduzir os casos de assédio sexual, falsos motoristas e verificar se o usuário está no veículo correto

A Uber lançou um novo recurso de segurança para motoristas e passageiros. A empresa de tecnologia de transportes desenvolveu um código PIN que confirma a corrida entre os usuários e o condutor do veículo.

O novo recurso foi desenvolvido em novembro do ano passado e anunciado em um evento no Brasil. Os testes começaram em dezembro nos Estados Unidos e no Canadá. Agora a opção está de fato ativa nesses países e deve ser expandida para outras regiões, incluindo o Brasil, ainda este ano.

A opção surge como uma tentativa da Uber de reduzir os casos de assédio sexual, falsos motoristas e verificar se o usuário está no veículo correto.

Como funciona?

Primeiramente o usuário recebe um código composto por quatro dígitos quando solicita a viagem.
Quando o veículo chegar, o usuário precisa falar o código para o condutor, que deve digitá-lo para então conseguir liberar a corrida no aplicativo.

Vale lembrar que junto com isso o passageiro deve confirmar a placa do carro, modelo do automóvel e aparência do condutor, antes de divulgar o código. A confirmação só acontece se o PIN for compatível ao que foi inserido no celular de quem solicitou a viagem.

A princípio o recurso de segurança não será habilitado por padrão, o usuário pode escolher deixá-lo ligado ou não. Caso tenha optado pela ativação, a corrida só terá início depois que o motorista inserir os dígitos.

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Veja o vídeo de divulgação:

Denúncias de assédio

No final do ano passado a Uber divulgou um relatório público com números de assédio sexual e acidentes realizados em 2017 e 2018, nos Estados Unidos.

No período a empresa registrou denúncias de 280 pessoas de tentativas forçadas de penetração sexual, 235 de penetração forçada, 594 de beijos não consensuais pelo corpo, 376 de beijos não consensuais em partes íntimas e 1.560 denúncias sobre toques não consensuais nas partes íntimas.

Os números são assustadores e se referem tanto a crimes cometidos por motoristas, como por passageiros. Não foram divulgados dados referentes ao Brasil. O arquivo pode ser consultado neste link.


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