Pagamentos instantâneos estão cada vez mais próximos da realidade brasileira

Banco Central começa a testar a tecnologia em fevereiro. Sistema de pagamentos rápidos deve começar a ser implementado em novembro

Foto: Shutterstock

É cada vez mais comum ver fintechs oferecendo transferências instantâneas entre seus clientes. O dono de uma conta no Nubank, por exemplo, recebe o dinheiro de uma transferência alguns segundos após a quantia sair da conta de origem.

Agora imagine um sistema como este funcionando 24 horas por sete dias da semana entre todas as instituições financeiras. É isto que o Banco Central está promovendo.

O BACEN está testando um sistema de pagamentos instantâneos que promete revolucionar o mercado financeiro. Além de mais rápidas, as transferências ficarão mais simples – o correntista não precisa saber todos os dados da conta de destino – e baratas – já que o modelo deve favorecer a competição.

O sistema começa a ser testado neste mês e deve entrar em operação em novembro.

Arte: Érika Bernal / Grupo Padrão

Mais rápido

Dispensar um sistema intermediário permitiu que o novo modelo de pagamentos seja capaz de realizar uma transferência em até 10 segundos.

Enquanto transferências bancárias convencionais – TED e DOC – passam pelo Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), os pagamentos instantâneos são feitos diretamente de uma conta a outra.

Mais conveniente

Além disso, o sistema funciona de forma ininterrupta. Ou seja, os clientes não dependerão mais do expediente bancário para fazer uma transferência.

Há a possibilidade de criação de um usuário para cada cliente. Assim, não haverá a necessidade de conhecer todos os dados do destinatário.

O pagamento via QR Code será facilitado pelo novo modelo. Os clientes escaneiam o código e depois autorizam a transação em seus smartphones via identificação biométrica.

Mais barato

Grandes instituições financeiras e empresas de pagamento serão obrigadas a entrar no sistema, o que aumenta a competição entre as empresas e favorece o cliente, que terá acesso a custos menores.

Breno Maximiano, diretor da Unidade de Banking da Stone e Sócio da empresa, lembra que a TED é extremamente barata e rápida, mas “os bancos conseguiram deturpá-la”.

Ele alerta para os riscos de deixar que aconteça o mesmo com os pagamentos instantâneos e convoca as pequenas empresas a participarem do debate sobre a regulação. “A nossa esperança é que seja mais barato. Precisamos ganhar a discussão para que seja mais barato”.

Pagamentos contactless via celular já são realidade de 17% dos consumidores
Spin Pay promete facilitar a venda no e-commerce com pagamentos instantâneos






ASSINE NOSSA NEWSLETTER

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS

CM 256: Os vencedores do Prêmio Consumidor Moderno de Excelência em Serviços ao Cliente

CM 255: Tudo o que você precisa saber sobre o consumidor na pandemia

Você já conhece as Identidades do consumidor?

VEJA MAIS