Inteligência artificial ajuda a alertar e desenvolver soluções para surto de coronavírus

Pesquisadores usam os dados dos viajantes para prever onde o coronavírus pode aparecer no futuro

Foto Unsplash

A #INTELIGENCIAARTIFICIAL pode impulsionar o consumo no varejo, desenvolver perfumes, transformar a indústria pornográfica, entre muitas outras coisas. Não à toa recentemente, a tecnologia foi usada na detecção precoce do surto de coronavírus, que surgiu na China no fim do ano e preocupa autoridades do mundo todo por conta de sua rápida proliferação. 

A BlueDot, uma empresa canadense especializada no monitoramento de doenças infecciosas, emitiu um alerta sobre um possível surto de coronavírus em 31 de dezembro de 2019, cerca de 10 dias antes das primeiras notícias sobre o caso começarem a surgir. 

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A empresa usa um sistema de inteligência artificial que cruza dados sobre registros de doenças de animais, reportagens em milhares de sites, documentos governamentais e outras fontes online para alertar seus clientes contra viagens a zonas de perigo, como Wuhan, na China, muito antes de governos estrangeiros começarem a emitir avisos de viagem.

“Nós usamos o processamento de linguagem natural (PNL) e machine learning (ML) para processar grandes quantidades de dados de texto não estruturados, atualmente em 65 idiomas, para rastrear surtos de mais de 100 doenças diferentes a cada 15 minutos, 24 horas por dia”, disse Kamran Khan, infectologista da Universidade de Toronto, no Canadá, e fundador da BlueDot. 

“Sabemos que não se pode confiar nos governos para fornecer informações em tempo hábil. Podemos captar notícias de possíveis surtos a partir de comentários em fóruns, redes sociais ou blogs, com indicações de algum tipo de evento incomum acontecendo”, explicou Khan, em entrevista à Forbes.

Inteligência artificial também prevê o futuro

Além de detectar o surgimento do surto de uma doença, algo que já aconteceu, a inteligência artificial também é capaz de prever o futuro. Usando informações de todos os voos domésticos e internacionais e um banco de dados de emissão de passagens aéreas, o sistema conseguiu prever quando e por quais caminhos o vírus se espalharia para a Tailândia, Taiwan, Coreia do Sul, Japão e outros países. 

Segundo Khan, os resultados produzidos pelo sistema de inteligência artificial são analisados por epidemiologistas treinados, que tiram as conclusões e classificam os casos de acordo com os fatores de risco. 

“Essas análises de dados permitem que os especialistas em saúde concentrem seu tempo e energia em como responder aos riscos de doenças infecciosas, em vez de gastar seu tempo e energia coletando e organizando informações”, completou Khan.

coronavírusTestes genéticos em busca da cura

Com mais de 20 mil casos registrados oficialmente até o momento, governos e empresas buscam desenvolver uma vacina ou um método de conter a doença de forma rápida e eficaz.

A Alibaba fez uma parceria com o Instituto Global de Descoberta de Medicamentos de Saúde de Pequim para desenvolver uma plataforma de dados de código aberto que rastreia o coronavírus usando inteligência artificial. 

A empresa também ofereceu suas ferramentas a outros institutos para acelerar a pesquisa sobre sequenciamento de genes, triagem de proteínas e outras soluções em busca de novas formas de prevenção e tratamento da doença. 

O Baidu, gigante da tecnologia que opera o maior site de buscas da China, disponibilizou o LinearFold, seu algoritmo de previsão de RNA, para agências de testes genéticos, centros de prevenção de epidemias e institutos de pesquisa científica em todo o mundo.

Outras empresas de tecnologia também estão tentando promover a disseminação de informações mais precisas sobre o coronavírus.

O Google, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) apresenta informações atualizadas relacionadas ao tema diretamente na sua página de pesquisa.

Facebook e Instagram criaram uma força-tarefa para derrubar publicações que divulgam informações falsas sobre o assunto.

Na China, o site Chongqing VIP Information, um banco de dados de publicações científicas, abriu o acesso às pesquisas para todos. 

 

 

 

 

 

 






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