Consumidores gastaram US$ 195 milhões em aplicativos de meditação em 2019

Cifra é 52% superior a de 2018, quando os dez principais apps do segmento alcançaram receita de US$ 128 milhões

Os #APLICATIVOS DE MEDITAÇÃO tiveram um boom em 2019. Segundo dados da Sensor Tower, os dez principais aplicativos de meditação alcançaram receita de US$ 195 milhões no ano passado, 52% a mais do que em 2018, quando faturaram US$ 128 milhões.

Em 2018, aliás, os aplicativos de meditação já lideravam a categoria “autocuidado”, sendo os mais representativos o Calm, o Headspace e o 10% Happier.

Em 2015, para se ter uma ideia ainda mais ampla do crescimento desse tipo de aplicativo, o faturamento havia sido de US$ 8 milhões, passando para US$ 19 milhões em 2016 e US$ 55 milhões em 2017.

Somente dois aplicativos, no entanto, estão entre os “top 10” desde 2015: Calm, que arrecadou um total estimado de US$ 92 milhões em 2019, e Headspace, com US$ 56 milhões.

Em 2019, 57 milhões de pessoas baixaram um app de meditação pela primeira vez, 26% a mais do que no anterior.

Os líderes em downloads são Calm e Headspace, com 24 milhões e 13 milhões de novos usuários em 2019, respectivamente.

Tanto o Calm quanto o Headspace foram fundados nos Estados Unidos. O primeiro, foi idealizado por Alex Tew e Michael Acton Smith em 2012, e tem escritório em São Francisco, na Califórnia. Já o Headspace foi criado em 2010 por Rich Pierson e Andy Puddicombe. Hoje, a sede da empresa fica em Santa Mônica, também na Califórnia, mas há escritórios em São Francisco e em Londres, na Inglaterra.

A história do Headspace é um tanto peculiar.

Quando tinha vinte e poucos anos, Andy Puddicombe trancou seu curso de Ciências do Esporte para se tornar um monge budista. Por mais de 10 anos, a prática de meditação o levou a lugares como Nepal, Índia, Burma, Tailândia, Austrália e Rússia. Depois dessa longa jornada foi ordenado em um mosteiro tibetano no Himalaia indiano.

Após cumprir seu compromisso monástico, Andy retornou ao Reino Unido com o objetivo de ensinar meditação e atenção plena ao maior número de pessoas possível. Para isso, abriu uma consultoria de meditação e começou a trabalhar com políticos, atletas e líderes de negócios.

Nessa época ele conheceu Rich Pierson, que precisava de ajuda para lidar com o estresse do mundo publicitário. Os dois começaram a trocar conselhos de meditação e negócios e assim nasceu o Headspace. Hoje, os usuários do aplicativo estão espalhados em 190 países.

 

 

De meditação com xamã a yoga no Arpoador: Airbnb revela as experiências mais buscadas
Cerimônias para tomar chá e viagens de bem-estar são tendências de wellness
10 aplicativos que ajudam a cuidar da saúde mental

 

 

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS

As IDENTIDADES do novo consumidor sem rótulos #CM25ANOS

Futuro incerto? O que pensam os futuristas em tempos de crise social

“Contágio” e outros filmes sobre epidemias para ver dentro de casa

Manu Gavassi e sua brilhante estratégia de branding. O que as marcas podem aprender com ela?

A ascenção das newsletters

VEJA MAIS