Coronavírus ‘infecta’ mercado de games com simuladores de epidemia e cancelamento de campeonatos

Enquanto campeonatos de esportes eletrônicos seguem cancelados na China, gamers apelam para jogos que “brincam” com coronavírus

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Com diversos setores da economia sendo impactados pelo coronavírus, o mercado de games acabou não sendo exceção. Campeonatos de Esports foram cancelados em toda a China, e o efeito já chegou no Ocidente.

Por outro lado, games simuladores de epidemias globais, como Plague Inc., mostram aumento de popularidade entre jogadores de todo o mundo, curiosos ou desejosos por maiores informações sobre a crise.

Plague Inc. viraliza novamente após quase uma década de seu lançamento

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O jogo Plague Inc., de 2012, se tornou o mais baixado no momento graças à epidemia de coronavírus. 

Plague Inc. se trata de um game de simulação em que jogadores desenvolvem um patógeno para dar fim à humanidade. O jogo oferece altas doses de estratégia em meio a uma ambientação com estatísticas em tempo real. Além disso, sua IA avançada é capaz de utilizar dados e eventos do mundo real para oferecer uma experiência genuína de ameaça global.

Embora não seja um jogo recente, Plague Inc. tem sido o jogo pago mais baixado em 80 países, de acordo com o App Annie. Brasil, Estados Unidos e China estão inclusos nessas estatísticas.

Segundo Ndemic Creations, desenvolvedora do Plague Inc., o número de jogadores sempre dispara em ocasiões de surtos reais. 

Em 2014, durante a epidemia de ebola, a empresa também registrou aumento de usuários.

“Plague Inc. é um jogo, não um modelo científico”, afirmam desenvolvedores

A Ndemic Creations divulgou uma nota em seu site oficial, reiterando que Plague Inc. se trata apenas de um jogo sem qualquer intenção de banalizar problemas reais:

“Desenhamos o jogo para que ele seja realista e informativo, ao mesmo tempo sem fazer sensacionalismo sobre problemas sérios da vida real e do mundo.

Por favor, lembre-se de que o Plague Inc. é um jogo, não um modelo científico; e que a situação atual de surto de coronavírus é uma situação muito real, que está tendo consequências para um enorme número de pessoas.

Recomendamos sempre que jogadores busquem informações diretamente de autoridades de saúde local e global.”

Na Ásia e Europa, campeonatos de Esports são cancelados

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O coronavírus já ocasionou o cancelamento de diversos eventos de Esports na Ásia. Agora, a primeira interrupção fora do continente asiático foi registrada em Berlim, na Alemanha.

O torneio PGS Berlin 2020, do game PlayerUnknown’s Battlegrounds (PUBG), estava agendado para ocorrer entre os dias 31 de março e 12 de abril, e foi postergado sem prévia de substituição.

Inegavelmente, muitas equipes profissionais de esportes eletrônicos são residentes de países da Ásia. Com aeroportos e voos fechados (e sem perspectivas de reabertura) não seria possível garantir a presença desses times nos campeonatos. Além disso, as quarentenas em algumas cidades inviabilizam treinos e reuniões preparatórias e rotineiras.

Nota oficial de cancelamento do PGS Berlin 2020

“Com a saúde e a segurança de nossos jogadores, funcionários e fãs como nossas principais prioridades, tomamos a difícil decisão de adiar o evento PGS: Berlin de abril. As datas e horários dos qualificadores regionais também podem estar sujeitos a alterações. O plano para sediar quatro eventos globais de esports do PUBG em 2020 permanece inalterado, e estamos explorando ativamente opções para quando um evento de substituição pode ser realizado.”

Eventos permanecem proibidos até maio

Além do PUBG, campeonatos de League of Legends, Overwatch, Counter-Strike: Global Offensive, Pro Evolution Soccer 2020, Starcraft 2 e Dota 2 foram cancelados em países asiáticos, devido ao coronavírus.

O governo chinês proibiu quaisquer eventos esportivos ou de lazer até o mês de maio no país.

De acordo com o iResearch, o mercado de Esports na China movimentou cerca de US$ 210 milhões. Em número de jogadores, o país é líder global ― são 600 milhões de gamers que preferem os jogos competitivos.

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