E-commerce de alimentos e bebidas: uma mina de ouro quase inexplorada

Apenas 18 das 50 maiores redes supermercadistas brasileiras têm e-commerces, mesmo com projeções apontando um faturamento de R$ 48,65 bilhões até 2023

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Quantas vezes você já se pegou tentando comprar algum produto ou serviço pela internet? No mundo digital é possível comprar de tudo. Ou melhor, quase tudo. Isso porque, o acesso online a itens básicos como alimentos e bebidas ainda é limitado no Brasil – e mais distante dos grandes centros urbanos.

Hoje, das 50 maiores redes de supermercados do país, apenas 18 possuem e-commerces em suas plataformas online e, mesmo assim, em cinco desses grupos varejistas, o comércio pela internet não está disponível em todas as marcas da rede.

É o exemplo do GPA, onde as bandeiras Pão de Açúcar e Extra têm supermercados virtuais, mas as marcas Assaí e Compre Bem, por exemplo, não têm. Se essa é uma realidade que ainda está distante de grandes grupos brasileiros, fica fácil concluir que a maioria dos varejistas de médio e pequeno porte também não possuem e-commerces próprios.

Para se ter uma ideia, um estudo realizado pela TetraPak, em 2017, indicou que as vendas do setor correspondiam a apenas 0,2%, ou seja, 1% do faturamento do setor supermercadista. Paradoxalmente, o segmento mais importante do varejo do mundo é o que menos vende online.

Seguindo o raciocínio que leva ao potencial dessa mina de ouro praticamente inexplorada do mercado nacional, uma pesquisa realizada pelo Brasil Supermercados Online, previu um faturamento aproximado de R$ 48,65 bilhões com as vendas pela internet até 2023.

Atualmente, quem concentra a maior parte dos investimentos do setor no e-commerce de alimentos e bebidas são as grandes metrópoles brasileiras, como São Paulo e Rio de Janeiro, geralmente utilizadas pelo grandes grupos supermercadistas como protótipos de logísticas e planejamento de expansão.

Ao mesmo tempo, em outra vertical, as cidades interioranas apresentam um bom nicho de investimento com populações carentes por esse tipo de serviço, sendo uma alternativa para que as empresas de pequeno e médio porte possam expandir seus negócios.

Aplicativos como o Taki, uma espécie de “Rappi do Interior”, focado em municípios com até 200 mil habitantes, vêm tentando suprir essa demanda e potencial de mercado, concentrando em uma plataforma diversos setores do varejo como supermercados, hortifrutis, farmácias, floriculturas, distribuidoras de bebidas e gás e açougues.



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