Deepfakes: redes sociais declaram guerra às imagens manipuladas

Iniciativa visa, entre outras coisas, reduzir proliferação de vídeos falsos nas eleições americanas

Os deepfakes – vídeos falsos criados por meio de inteligência artificial e deep learning – estão com os dias contados nas redes sociais. O Twitter é a mais recente plataforma a anunciar um algoritmo para detectar e excluir os vídeos falsos de sua rede, seguindo os passos de Facebook, TikTok, Reddit e YouTube.

Sob a nova política, que entra em vigor em 5 de março, qualquer conteúdo manipulado que for apresentado como verdade ou que “provavelmente impactará a segurança pública” poderá ser removido.

“Você não pode compartilhar supostamente mídias manipuladas que possam causar danos”, disse o Twitter em um post no blog. “Além disso, podemos rotular tweets contendo mídia manipulada para ajudar as pessoas a entender a autenticidade do conteúdo e fornecer um contexto adicional”.

A preocupação das principais redes sociais do mundo tem um motivo claro: as eleições presidenciais deste ano nos Estados Unidos. Se na eleição passada o grande assunto foram as “fake news”, neste ano a guerra de desinformação online está mais sofisticada e vídeos manipulados já estão sendo usados para desqualificar possíveis candidatos.

Google lança ferramenta de detecção

Com a mesma preocupação sobre a proliferação de vídeos falsos nas eleições americanas, o Google está trabalhando com uma startup para lançar uma plataforma que ajude jornalistas e sites que checam informações a verificar a autenticidade de imagens e vídeos.

Batizada de Assembler, a plataforma combina várias técnicas para detectar formas comuns de manipulação. Essas técnicas de detecção alimentam um modelo que informa aos usuários qual a probabilidade de uma imagem ter sido adulterada.

Deepfakes

Por enquanto, o Assembler ainda está em fase de testes. A ideia é que, no futuro, as redes sociais incorporem esse tipo de ferramenta diretamente em suas plataformas, evitando o upload e a proliferação de vídeos falsos.

Mas, sem depender de algoritmos, como você pode identificar se um vídeo foi alterado?

Veja abaixo três dicas para não ser enganado por um vídeo manipulado digitalmente:

1. TENHA BOM SENSO

Muitas vezes queremos acreditar em uma imagem ou vídeo, mesmo quando a situação parece inusitada demais para ser verdade. Se você receber um vídeo do Obama dançando um funk da Anitta, é bem provável que a imagem tenha sido manipulada.

2. ATENÇÃO AOS OLHOS

Em vídeos deepfake manipulados digitalmente, é muito difícil reproduzir a emoção e o movimento dos olhos da pessoa. Se o olho estiver piscando em um ritmo estranho ou se movimentando em velocidades não naturais, a imagem pode ter sido manipulada.

3. LUZES E SOMBRAS

Detalhar as luzes e sombras corretamente em uma cena manipulada digitalmente ainda é um trabalho minucioso. Vídeos deepfake mais “grosseiros” têm uma diferença clara entre a luz do vídeo original e a iluminação do vídeo que foi incluído.

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