Be A Lady: os vídeos que vão te fazer pensar sobre estigmas femininos

Conheça os projetos audiovisuais mais influentes da história recente sobre a luta pela equidade

A internet recebeu na calada da noite um vídeo produzido pela revista digital Girls Girls Girls Magazine cujo discurso traz os principais padrões e estigmas impostos às mulheres. O filme dirigido por Paul McLean é estrelado por Cynthia Nixon, que deu vida à icônica advogada feminista do seriado e franquia cinematográfica Sex And The City.

Be a lady

Cynthia Nixon no primeiro episódio do seriado “Sex and The City”

A atriz é emblemática por ter trazido os discursos de Miranda Hobbes (a personagem da série) de forma enfática em meio aos anos 2000, quando o feminismo ainda era um tabu e um assunto posto para debaixo do tapete.

Em 2019, a atriz concorreu pela prefeitura de Nova York, mas não chegou a ganhar. De qualquer forma, sempre foi uma advogada dos direitos das mulheres na vida real e ressonou seu discurso por aí de forma eloquente.

O fenômeno Be A Lady

Para quem gosta de discursos fortes e sátiras poderosas, Be a Lady They Said é um prato cheio e necessário. Quando Cynthia diz de forma forte e avassaladora Não coma nada, não seja nada, seja menos que nada, a reação é impossível de ser contida.

A indignação na voz da atriz é o ápice da encenação e faz com que pensemos melhor sobre os estigmas impostos sob as mulheres. Para se ter ideia, o vídeo já acumula mais de 3 milhões de visualizações no IGTV da revista.

O audiovisual, nos últimos anos, tem sido uma arma poderosa para debater questões sociais de grande peso.

Beyoncé, por exemplo, parou o mundo com Formation, uma celebração da feminilidade negra e um protesto contra a violência policial contra a população afro que teve seu auge em 2016.

Madonna que também compartilhou o fenômeno Be A Lady lançou no começo da década passada seu famoso Secret Project em parceria com Steven Klein – um vídeo que deu inicio a um movimento de curadoria de artes que retratavam a opressão LGBTQ+ e feminina.

Uma semana onde o estigma é alvo de debates e questionamentos

Na mesma semana de Be A Lady, chega Taylor Swift com seu vídeo The Man. Na produção, ela se transforma em um homem e encena os privilégios masculinos que as mulheres não chegam perto de desfrutar.

Na letra, ainda diz: “eles diriam que lutei, que me dediquei ao trabalho, não balançariam suas cabeças para questionar o quanto disso que conquistei, eu realmente mereço“.

O vídeo ocupou por horas a primeira posição dos trending topics mundiais do Twitter e ficou em primeiro lugar nos mais vistos do YouTube.

O vídeo é uma sátira ao comportamento da velha masculinidade, onde homens são celebrados por fazerem o mínimo. Ao final, todos os créditos vão para a cantora.

Um protesto contra a recente derrocada que sofreu por dois executivos de gravadora, que a enganaram para obter direitos sob suas gravações mestre. O que a deixa com pouco poder de decisão sobre seus seis primeiros álbuns e assuntos como licenciamento e distribuição.

A velha masculinidade rechaçada nos vídeos é também o foco de diversos futurólogos e estudiosos de tendências.

O estudo de 2018 da BrainReserve, curado por Faith Popcorn, traz um panorama do futuro da masculinidade que, como exemplificado no material, vem sendo quebrado com a ascensão das drag queens e do poder de voz das mulheres, que não toleram mais opressões como as sofridas durante toda a história.

Na foto, a Drag Queen “Violet Chachki”, exemplo da nova masculinidade, de acordo com a BrainReserve

Os vídeos são uma ótima forma de repensar atitudes diárias e de quebrar paradigmas sociais que construimos ao longo da vida.

Pare pra pensar: por que mulheres ganham menos? Por que a paternidade pesa menos que a maternidade? Por que mulheres foram expostas à anos de degradações, lutas e opressões estéticas? Esses são os questionamentos deixados com os vídeos.

Para terminar, deixaremos você com um clássico do audiovisual pela liberdade da mulher: Girls Just Wanna Have Fun, de Cyndi Lauper, lançada em 1983.

Apesar da sonoridade divertida, a música já trazia questões reais do universo feminino que são enfrentadas pelas mulheres desde a infância.

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