Melissa: loja conceito e arte em Londres

Operação mostra como a experiência de ir a uma loja pode deixar de ser apenas transacional e se tornar um programa de lazer

Foto: Reprodução

Tive uma grata surpresa ao encontrar uma flagship da Melissa em minha viagem a Londres em janeiro de 2020. Senti muito orgulho ao ver uma marca brasileira em destaque no disputado varejo londrino.

A localização não poderia ser melhor: a loja se encontra em um dos prédios mais antigos de Convent Garden, área famosa de entretenimento e teatro, um ponto turístico imperdível em Londres.

A Galeria Melissa foi inaugurada em 2014, possui dois andares que combinam arte e a venda de produtos em um espaço criativo e despojado. Como propósito, a marca incentiva o desenvolvimento de artistas emergentes abrindo espaço para exposições em sua loja conceito. Há uma preocupação em inserir a marca na atmosfera da cultura e da arte, tão importantes nesta localidade.

Na entrada havia um painel com uma pequena mostra da exposição e, ao descer as escadas, conheci a galeria da artista britânica Natalia Stuyk. Batizada de “Paraíso” exposição é marcada por cores fortes, uso de muitos espelhos, mistura entre técnicas 2D e 3D com elementos fotográficos e vídeos. As paredes escuras destacavam as formas geométricas que se movimentavam e brilhavam.

A artista criou uma instalação onde os visitantes eram convidados a vivenciar um universo de escapismo e interagir com sua obra. Ao andar pela exibição, pudemos ouvir os sons de pássaros que remetiam à natureza em um ambiente que transmitia sensação de bem estar num ritmo suave. A mesma exposição também foi montada na loja da Melissa em Nova York no Soho em 2018.

Na loja pudemos observar um painel gigante em uma das paredes com o manifesto de sustentabilidade da Melissa e um display onde os clientes podiam depositar os produtos usados da marca para reciclagem.

Na entrada havia um painel instagramável para fotos e postagem na rede social, com acesso a uma promoção. Havia também um espaço com venda de produtos veganos para um lanche rápido.

A combinação entre arte, cultura e varejo não é nova e permite uma conexão mais poderosa com o cliente. Ao pensar em chamar a atenção dos consumidores, fazer com que eles fiquem mais tempo na loja e se inserir na cultura de Convent Garden, a marca viabilizou uma intervenção artística interativa e memorável.

A experiência do cliente: lazer ou consumo?
Maximizando a experiência de compra

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS

As IDENTIDADES do novo consumidor sem rótulos #CM25ANOS

Futuro incerto? O que pensam os futuristas em tempos de crise social

“Contágio” e outros filmes sobre epidemias para ver dentro de casa

Manu Gavassi e sua brilhante estratégia de branding. O que as marcas podem aprender com ela?

A ascenção das newsletters

VEJA MAIS