Como não trazer posturas tóxicas para o ambiente de trabalho

Site especializado dá dicas preciosas na hora de incorporar gente nova à equipe – e elas vão muito além de apenas olhar o talento individual ou os feitos profissionais exibidos no currículo

Falar sobre assédio moral nos ambientes corporativos envolvendo chefias abusivas ou culturas que favorecem a competição desenfreada entre os profissionais é algo que já se tornou comum. Gente da área de recursos humanos ou quem faz consultoria para empresas de todos os tamanhos parecem ter essa questão em mente de forma mais clara. Mas e quando o elemento desestabilizador do time não é necessariamente alguém em um cargo de direção, e sim um dos integrantes da equipe?

Discutir os chamados “funcionários tóxicos” ainda é algo pouco feito pelas empresas brasileiras. Nos Estados Unidos, no entanto, essa preocupação é mais palpável. De acordo com uma pesquisa de 2015, publicada pelo “Journal of Applied Psychology” e exposta pelo site de empreendedorismo e tecnologia “Fast Company”, basta uma única pessoa no grupo de trabalho que tenha uma visão mais negativa do mundo ou que haja de maneira rude com os outros para que esse comportamento contamine todo mundo.

Pensar nos impactos que a contratação de um empregado novo pode trazer é um dos primeiros pontos para se refletir na hora de abrir uma vaga. É por isso que o site “Fast Company” elencou elementos a serem considerados a fim de evitar “funcionários tóxicos” para uma empresa. É válido ressaltar, porém, que não existe uma “pessoa modelo” que se encaixe nesse posto de “tóxica”. É preciso considerar, inclusive, se possível contratado tem, de fato, algo em comum com a cultura corporativa que já existe. Se voc6e quer saber mais sobre o assunto, seguem alguns insights dados pelo site Jotform.com, plataforma especializada em criar formulários online de todos os tipos e que podem servir até para balizar seus métodos de contratação de pessoas:

Aprimore seu processo de incorporar pessoas à equipe que já existe criando um sistema alinhado ao DNA de sua empresa

Se precisa de alguém mais extrovertido, que se adapte rápido à cultura dos demais, o caminho é um. Já se a ideia é ter alguém de personalidade mais tímida, porém, altamente focado, isso exige outro tipo de abordagem. Tudo, claro, além das qualificações técnicas já mandatórias para a vaga. Entre as sugestões para ir por este caminho estão a de listar os valores da sua empresa, além de ter em mente nomes do mercado que você imagina que teriam fit com essa possível vaga;

Chame colegas de trabalho de confiança para ajudar na avaliação dos candidatos

Ambiente de trablho

Essa reunião pode ser feita de forma discreta. Mas ter várias opiniões acerca de um candidato pode ser mais assertivo para enxergá-lo na vaga. Mesmo que você seja a pessoa responsável por fazer isso dentro da empresa – é bom ter outras visões para colaborar com a sua. Elas podem enxergar as famosas “bandeiras vermelhas” que, eventualmente, você tenha perdido durante a conversa, indica o criador do Jotform.com;

Observe o comportamento de quem você contratou especialmente com os outros colegas da equipe

Como essa pessoa trata quem já está na empresa? Existe diferença no modo como age com quem está acima ou abaixo dela hierarquicamente? O recém-chegado trata seu assistente com respeito? Passado o nervosismo da entrevista de contratação, é hora de manter esse olhar mais atento para outros detalhes do dia-a-dia corporativo;

Fique de olho nos valores pessoais de cada candidato à vaga

É bem comum encontrar em currículos por aí gente que se dedica a trabalhos voluntários como forma de ganhar pontos extras entre os recrutadores. Isso é importante de fato. No entanto, durante a conversa, também se deve atentar para os valores intrínsecos dessa pessoa, tanto quanto para suas capacidades como líder, gestor de equipes, excelente vendedor. O criador do site Jotform.com indica observar a inteligência emocional do candidato perguntando, por exemplo, sobre como ele resolveu problemas sérios em seus trabalhos passados. Ele culpa ex-chefes ou ex-colegas? Como se refere a eles? Está aberto a novas ideias propostas pelos outros ou tem a síndrome do “sabe-tudo”? São bons pontos para ter em mente durante o papo final de contratação;

Não tenha pressa para contratar

Prever a necessidade de ter mais alguém no time ou de substituir uma pessoa te dá chances de fazer o processo com calma e, por isso mesmo, levar em conta os itens acima. No bate-papo do site “Fast Company” com Aytekin Tank, fundador do JotForm, fica claro que colocar mais um elemento na equipe é algo que demanda ajustes dos mais variados lados. Fazer uma contratação que depois pode se tornar tóxica para o ambiente como um todo pode atrasar os processos que já existem e fazer você perder mais tempo do que se tivesse considerado um período maior para avaliação dos candidatos.


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