Coronavírus afeta comportamento do consumidor

Consumidores estão mais cautelosos durante as compras. Como forma de prevenção estão e evitando lojas físicas e aumentando volume de compras online

As incertezas relacionadas à disseminação do coronavírus (Covid-19) pelo mundo já estão afetando o comportamento dos consumidores, segundo pesquisa realizada pela Coresight Research. De acordo com a pesquisa, os consumidores estão mais cautelosos ao fazer compras em lojas físicas com grande concentração de pessoas e estão se voltando ainda mais para o e-commerce como um meio para obter suprimentos básicos.

“É compreensível, dada a incerteza em torno do coronavírus, que populações vulneráveis estão evitando ambientes físicos que aumentam a chance de exposição. Mas as necessidades de consumo não desaparecem e podem até aumentar, com muitos procurando estocar suprimentos”, disse Andrew Lipsman, analista-sênior da eMarketer, onde a pesquisa foi publicada.

A pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que quase metade (47%) dos consumidores consultados no fim de fevereiro disseram que estão evitando fazer compras em shoppings, e 32% estão evitando evitando lojas físicas de rua, fora dos shoppings. Se o surto piorar, cerca de três quartos (74%) disseram que se afastariam completamente dos shoppings, e pouco mais da metade (52%) deixaria de fazer compras em lojas de rua.

O mercado de alimentação e entretenimento também deve sofrer com a diminuição de clientes. A pesquisa mostrou que 30% dos consumidores já estão evitando frequentar bares e restaurantes, e caso a proliferação da doença aumente, esse número deve subir para 60%.

O fato de os consumidores estarem evitando as compras em lojas físicas não quer dizer que o consumo diminuiu, ele apenas migrou para o e-commerce. Segundo a CNBC, a demanda cresceu tanto que Amazon, Walmart e Instacart alertaram sobre possíveis atrasos e indisponibilidade do delivery expresso (no mesmo dia) ou no dia seguinte à compra.

Preparação da despensa

Uma outra pesquisa, realizada pelo instituto Nielsen, também aponta mudanças de hábitos de consumo causadas pela pandemia do Covid-19. O instituto identificou picos de crescimento nas vendas de produtos alimentícios de alta duração nos Estados Unidos após o início das contaminações em grande escala, na semana que terminou em 29 de fevereiro.

De acordo com a Nielsen, os produtos que tiveram maior pico de vendas foram leite em pó (+84%), grãos (+37%), carne enlatada (+31%) e arroz (+25%). Indicadores semelhantes em todo o mundo demonstram que as notícias sobre o Covid-19 causaram o aumento da demanda, nos países afetados, por produtos indispensáveis na despensa.

Além de alimentos, também não é surpresa o aumento das buscas por produtos de higiene, como álcool em gel e máscaras cirúrgicas. As vendas de álcool em gel, por exemplo, cresceram 19,5% na semana de 1º de fevereiro, quando o primeiro caso foi confirmado nos Estados Unidos, em comparação com o mesmo período do ano passado. Com a proliferação dos contágios nos Estados Unidos, as vendas do produto aumentaram 85% na semana que começou em 22 de fevereiro em relação ao mesmo período de 2019.


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