Como os aplicativos estão impulsionando as vendas no varejo?

Os apps são vistos como complemento à estratégia física das empresas. 85% dos brasileiros que possuem um smartphone já fazem compras online

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Um dilema que os varejistas sempre enfrentaram é que o cliente do aplicativo não é tão fiel quanto o da loja física. No mundo físico, o consumidor vai à loja que gosta e compra tudo o que quiser lá. No mundo virtual, o consumidor vai em várias lojas e compra onde estiver mais em conta, ou com mais vantagens, como entrega grátis, ou desconto no primeiro uso.

O impasse é verdadeiro, mas isso não significa um problema e sim um cenário de oportunidades, já que o perfil de consumo nas plataformas mobile pode ser completamente diferente do mix de consumo em lojas físicas e nos sites desktop.

O último estudo realizado pelo Panorama do Comércio Mobile (2019) reforçou o que o varejo online já sente: os produtos mais comprados por apps no Brasil são roupas, eletrodomésticos, alimentos e itens de farmácia (remédios e estética). Para se ter ideia, nos Estados Unidos, 65% dos varejistas admitem que a tecnologia móvel está aumentando suas receitas.

Além disso, o número de pessoas que consomem (produtos, serviços, informações) por aplicativos, ainda segundo a pesquisa, vem crescendo regularmente. 85% dos brasileiros que possuem um smartphone fazem compras online por meio do aparelho.

Grandes empresas de marketplace estão efetivamente investindo em estratégias para seus apps, com o objetivo de conquistar mais clientes ou aumentar o ticket médio. Um exemplo de sucesso é a Magazine Luiza, que divulgou no ano passado a conquista de 12 milhões de clientes no aplicativo.

Para entender melhor como funciona o comércio via app, como ele impulsiona vendas e quais são as tendências desse mercado, a Consumidor Moderno conversou com Marcus Imaizumi, diretor de operações da Applift — multinacional de estratégias para marketing mobile. Confira:

Como os aplicativos potencializam vendas?

Há alguns anos os canais mobile, mobile sites e apps, eram mais usados para a pesquisa e busca de informações de produtos que os consumidores estavam interessados. A compra efetiva acabava acontecendo fisicamente na loja. Acreditava-se então que os canais mobiles serviriam apenas como um pré-venda.

Entretanto, com o amadurecimento dos hábitos de compra online juntamente com o avanço da tecnologia e melhoria de navegação, o volume de transações já no smartphones começaram a ganhar força.

Segundo Imaizumi o ponto principal dessa tendência é que os apps possibilitaram que os varejistas pudessem estar mais próximos do consumidor por mais tempo.

“Naturalmente, isso favorece o aumento de chances de uma pessoa fazer uma compra. Pesquisas diversas mostram o quanto o brasileiro está conectado com seus smartphones, em horas de navegação. Sendo assim, nada mais óbvio do que esperar que uma pessoa acesse mais vezes o app da loja do que vá visitá-la fisicamente”, explica.

Para ele é importante lembrar que em datas comemorativas o volume de compras dos brasileiros por apps já é maior que em mercados estrangeiros. “Na Black Friday, por exemplo, os brasileiros realizaram 4,5 milhões de compras através de aplicativos, contra 3 milhões feitas pelos americanos”, ressalta o diretor com base na pesquisa da Appsflyer.

Aplicativos serão realmente tendência?

“Mais do que tendência, é um complemento à estratégia física. Em pesquisas recentes vimos que um dos fatores mais relevante para o cliente em comprar por um aplicativo é poder retirar o produto na loja física. O app é um caminho fácil para ele, que está a todo momento com o celular em mãos e a compra por ali já é vista como segura e prática”, afirma Imaizumi.

O objetivo dos aplicativos não deve ser a substituição de canais de venda (físico pelo mobile), mas sim utilização potencial de engajamento que um app oferece para alavancar as vendas do portfólio de produtos em geral e melhorar a experiência de compra dos consumidores.

Vantagens dos apps

  • De forma complementar, promove categorias de produtos que vendem pouco nas lojas, mas possuem boa saída pelo canal mobile.

 

  • Promoções específicas para compras por meio do app, oferecendo preços diferenciados, descontos, na medida que o custo de venda em canais digitais comprova-se menor que o custo de venda de lojas físicas;

 

  • Um canal mobile pode expandir do dia para a noite a base de potenciais consumidores. Uma rede varejista regional consegue expandir seu alcance para níveis nacionais e até internacionais.

 

  • Se o varejista identificar que o canal mobile gera um tícket e recorrência maiores, poderá simplesmente aumentar seu foco de investimentos de marketing e produto nesse canal e melhorar seus KPI’s de faturamento.

 

Resultados da utilização de apps no setor, segundo a Applift

  • Redução do custo de vendas e logística;

 

  • Aumento dos canais e formas de pagamento mais acessíveis para os consumidores;

 

  • Maior facilidade de expansão geográfica de atuação;

 

  • Possibilita investimentos em marketing em modelos de performance mais eficientes, pois a rede consegue fazer uma análise de retorno de investimento mais precisos.

 

  • Permite novos modelos de parcerias em etapas estratégicas do funil de conversão. Por exemplo, parcerias com novos meios de pagamento como as carteiras virtuais (Mercado Pago, PicPay, entre outros), parcerias com empresas de fidelidade que podem oferecer pontos e cashbacks, etc.

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