7 formas de mitigar os efeitos da COVID-19, segundo a PwC

Lidar com um cenário de crise e imprevisibilidade é sempre um desafio. Confira sugestões da PwC para as lideranças

O novo coronavírus pegou o mundo todo de surpresa, literalmente. O triste e assustador início de sua disseminação colocou aos poucos o mundo em alerta, mostrando que a globalização é muito mais do que trocas financeiras, venda de commodities, livre circulação de pessoas. Por mais que as vantagens sejam imensas e inegáveis, é fato também que um mundo com nenhuma ou poucas fronteiras gera riscos inéditos.

O ineditismo do cenário atual, inclusive, é um fato para a maioria dos líderes de empresas. De acordo com a PwC, em média, um CEO permanece em sua função durante cinco anos. Ou seja, na última epidemia que se aproximou desta pandemia em termos de escala foi a SARS, em 2003, que infectou 8 mil pessoas e durou nove meses – muito menos população do que a COVID-19 que, infelizmente, não sabemos quando tempo durará.

Pedindo ajuda

Diante disso, cresce a responsabilidade e o protagonismo de empresas como a PwC, especialmente de seu Global Crisis Center, especialista em gestão de crise, muito demandado pelas organizações atualmente. Na visão da empresa, o surto de COVID-19 é excepcional por qualquer padrão e é difícil estimar seus efeitos, inclusive na economia global.

Cabe às empresas, então, apostar na gestão de crise. De acordo com a Pesquisa de Crise Global mais recente da PwC, quase sete em cada 10 líderes (69%) sofreram pelo menos uma crise corporativa nos últimos cinco anos em suas empresas e o número médio de crises experimentadas nessas empresas é superior a três. Assim, para a PwC, o COVID-19 testará muitos líderes de negócios até o limite.

Para colaborar com esse cenário, a empresa elencou sete ações que podem ajudar a mitigar os efeitos da crise causada pelo novo coronavírus.

1. Analise os locais de trabalho e viagens

São muitas as empresas que atuam em diferentes países. Por isso, a PwC destaca que a primeira prioridade é estabelecer exatamente onde estão os funcionários e quantos estão em territórios afetados ou vulneráveis, definindo repatriações, por exemplo. Além disso, os próximos planos de viagem precisarão ser revisados, reagendados ou cancelados.

Nesse sentido, há também a questão dos impostos: se os trabalhadores são obrigados a permanecer em países estrangeiros por mais tempo do que o esperado, podem estar sujeitos a tributação. A empresa precisa ter meios para solucionar essa situação.

A PwC destaca ainda que políticas claras devem ser adotadas para lidar com a ausência dos colaboradores em situação de doença ou cuidados com parentes. É preciso definir um protocolo para visitantes, o procedimento para relatar doenças e restrições de viagem. Pensando em tudo, o líder precisa também definir políticas para colaboradores que são pais, afinal, as escolas estão em processo de fechamento.

2. Revise seus planos de crise e continuidade

Na visão da PwC, toda empresa bem administrada possui um plano de crise ou continuidade, ou seja, uma estratégia para lidar com situações inesperadas. Porém, planos genéricos precisam ser adaptados para lidar com os desafios específicos de uma epidemia.

Considerando um regime de home office, por exemplo, a empresa precisa ter conhecimento a respeito da infraestrutura necessária e de como implantá-la, por exemplo. A empresa elenca os seguintes questionamentos: Suas operações serão impactadas se forças de trabalho terceirizadas não puderem trabalhar? Qual é o procedimento para atualizar políticas de viagem? Como a comunicação com os funcionários será gerenciada? Como os dados fluirão durante esta crise?

3. Avalie a cadeia de suprimentos

Um entendimento claro da cadeia de suprimentos ajudará a expor possíveis vulnerabilidades, como explica a PwC. É importante começar com os produtos mais críticos e ir além dos fornecedores de primeiro e segundo níveis, alcançando até as matérias-primas, se possível. Por exemplo, se seus produtos contiverem um componente de um país que fica isolado, existe um suprimento secundário? Esse é um desafio que, aqui no Brasil, já começou a afetar inclusive o setor de saúde, devido a produtos que são importados da China.

4. Identifique possíveis pontos de falha

Diante de um cenário de surpresas, é preciso estar atento à imprevisibilidade. A PwC sugere que as empresas estejam atentas às equipes e indivíduos dos quais dependem processos ou serviços críticos; trabalhadores com as habilidades certas que poderiam assumir cargos críticos, se necessário; redução de interação humana em serviços de atendimento ao cliente e centros de serviços compartilhados.

5. Faça a comunicação certa

A disseminação da informação, nos dias atuais, é um desafio formidável. Assim, a PwC defende que a liderança deve ser vista como uma fonte de verdade. A consistência e a precisão das mensagens são essenciais, portanto.

6. Análise o cenário

A única certeza deste momento histórico é a incerteza. Não sabemos quanto tempo demorará para a COVID-19 desaparecer de nossas vidas. Por isso, a PwC reforça que o planejamento de cenários é uma ferramenta crítica para testar a preparação. Então, ela sugere que o líder considere questões financeiras, eventuais alterações de demanda, necessidade de estoque etc.

7. Não perca de vista outros riscos

Apesar de assustadora, a COVID-19 não é a única ameaça no horizonte. Focar apenas nela pode ser prejudicial ao negócio. A cibersegurança, por exemplo, sempre deve ser uma preocupação, segundo a PwC.


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