Claro é a operadora mais acessível de 2019, segundo a Anatel

Claro é a empresa que mais promoveu ações de acessibilidade para cegos em 2019, segundo a Anatel. Existem 1,5 milhão de pessoas nessas condições no Brasil

Pela segunda vez consecutiva, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou o ranking das empresas de telecomunicações que mais promoveram ações de acessibilidade, com foco no atendimento de pessoas com deficiência visual. O destaque deste ano foi a operadora Claro.

Em linhas gerais, o estudo foi baseado nas fiscalizações feitas pela Anatel em 2019. Para chegar ao resultado foram considerados os seguintes fatores:

  • Acessibilidade na Página da Internet (API);
  • Atendimento especializado nos Setores de Atendimento no estabelecimento (ASA) e;
  • Eficiência dos mecanismos de interação via mensagem eletrônica, webchat e videochamada nos canais de atendimento remoto para pessoas com deficiência (ERA).

No ano passado, o grande destaque foi a operadora TIM.

1,5 milhão de brasileiros cegos

O trabalho feito pela Claro e também pela Anatel são importantes para a inclusão de um grande número de brasileiros cegos.

O prêmio foi criado a partir de uma resolução de 2016 chamada Regulamento Feral de Acessibilidade (RGA). Ela é apenas uma das normas previstas pela Anatel.

A medida foi criada a partir do reconhecimento do governo brasileiro de proteger as pessoas com algum tipo de deficiência. Um deles foi aprovado em 2009 e incorpora ao direito brasileiro a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e de seu protocolo facultativo.

Hoje, segundo dados da Fundaçao Dorina Nowill para cegos, 3,5% da população brasileira possui algum tipo de deficiência visual declarada – o que inclui a cegueira. Considerando apenas as pessoas cegas, estima-se que existam 1,5 milhão de pessoas nessa condição – 0,75% de pessoas no País.

Atualmente, estima-se que a cegueira afete 39 milhões de pessoas em todo o mundo e que 246 milhões sofram de perda moderada ou severa da visão. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS) e constam no recente documento “As Condições da Saúde Ocular no Brasil 2019”, elaborado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

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