A situação dos shopping centers pelo mundo

Levantamento da Abrasce mostra estabelecimentos voltando gradativamente à rotina e países onde o comércio já está próximo da normalidade

Os shoppings centers do Brasil estão fechados por decisão de governadores e até prefeitos de todo o País. É o caso de São Paulo, cuja determinação partiu do governador de São Paulo, João Doria.

A situação não é muito diferente em outros lugares do mundo, como Estados Unidos e a maior parte da Europa. Em outros locais, porém, os shoppings já estão reabrindo ou nunca fecharam.

A Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) fez um levantamento da situação dos shopping centers por todo mundo. Confira:

Infográfico: Cristina Fukai / Grupo Padrão

Os shoppings dos dois países estão fechados há três semanas, desde o dia 18 de março. Lá, a quarentena deve durar pelo menos até o dia 30 de abril.

No momento, a praça de alimentação é virtual. Os restaurantes trabalham apenas com delivery. Apenas os serviços considerados essenciais – como supermercados e farmácias – podem abrir.

O ICSC (Interational Council of Shopping Centers) afirma que, por enquanto, não tem planos para a reabertura das lojas e que a prioridade agora é a saúde e bem-estar dos cidadãos dos dois países.

Administradoras de shoppings cortaram gastos com salários de diretores e vice-presidentes. A Simon Property Group, maior operadora de shopping centers dos Estados Unidos, afastou 30% de seus funcionários, cortou o salário de seu CEO e reduziu em 30% o salário de funcionários top level.

O comércio está voltando à normalidade na China. Em Wuham, cidade de origem da pandemia, os 11 milhões de habitantes já têm acesso aos shoppings. O comércio foi reaberto no último dia 30. Mesmo com os shoppings abertos, nem todas as lojas estão funcionando. Restrições de viagens ainda vigoram.

O uso de máscara nos shoppings chineses ainda é obrigatório e muitos operam com horário reduzido. Há limite de pessoas dentro dos empreendimentos.

Funcionários das administradoras medem a temperatura dos clientes que entram nos shoppings. Os estabelecimentos são desinfectados a cada quatro horas e o acesso ocorre apenas por uma entrada.

Muitos shoppings exigem que os clientes mostrem um código QR do Alipay que classifica a saúde em três níveis. O sistema se baseia na localização, em informações básicas de saúde e histórico de viagem.

A reabertura foi feita em etapas. Supermercados e serviços de alimentação – através de delivery – foram os primeiros serviços a reabrir. Na sequência abriram lojas, serviços e a praça de alimentação.

Na última terça-feira (7), o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, decretou estado de emergência e deu aos governos locais autonomia para decidir sobre o isolamento social.

Os shoppings do país ainda não estão fechados, mas operam com horário reduzido, a maioria entre 11h e 19h. Portanto, a situação no país asiático ainda é incerta. As autoridades locais podem solicitar o fechamento dos estabelecimentos, mas não têm autoridade para multar as empresas.

Os shoppings sul-coreanos se mantiveram abertos, alguns com restrição de horário. Os empreendimentos desmobilizaram álcool gel para clientes e colaboradores.

O uso de máscaras não é obrigatório no país, mas o governo local recomenda o uso para ambientes internos e externos. As autoridades ainda pedem que os shoppings façam campanhas informando sobre medidas preventivas contra o novo coronavírus.

Em países como Argentina, Colômbia e Chile, a situação é muito parecida com o cenário brasileiro: apenas serviços essenciais funcionando, alimentação só via delivery e não há previsão para a retomada da atividade.

Fronteiras fechadas, confinamento obrigatório e toques de recolher prolongados afetam a economia dos países da região.

O isolamento social na Europa deve continuar por no mínimo 15 dias. A Sonae, empresa portuguesa dona de 70% da marca Sonae Sierra, precisou fechar todos os seus shoppings na região e impôs restrições de distanciamento para operações de supermercados e farmácias.

Lojas de até 400 metros quadrados e varejistas e material de construção e jardinagem poderão retomar suas operações a partir do dia 14 de abril. Algumas regras continuam vigentes: o uso de máscara é obrigatório dentro desses estabelecimentos e será permitida a entrada de uma pessoa a cada 20 metros quadrados de área do estabelecimento.

A partir do dia 1 de maio todas as outras lojas, exceto restaurantes, poderão reabrir, incluindo os shopping centers. A expectativa é que o varejo alimentar volta à normalidade na segunda semana de maio, assim como os hotéis e escolas. Isto será definido pelo governo austríaco no fim deste mês.

A cada 15 dias o governo do país europeu vai avaliar a situação do comércio e poderá impor novamente medidas restritivas, caso julgue necessário.

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