Resiliência como chave para um novo mundo?

O conceito antes exclusivo aos discursos de wellness, torna-se necessário em tempos incertos

Não dá para dizer ao fato, onde estávamos no começo do ano passado. Mas é recordável que jovens viviam uma ressaca de pós-carnaval que dominou e domina as cidades brasileiras. Empresas se animavam com a aparente retomada econômica do país, nossos pais e avós levavam suas rotinas normais e, de um ponto de vista privilegiado, conseguiam transitar normalmente em suas praças, comprar o pão na padaria e se informar pelo noticiário das mazelas políticas e cotidianas que até então não impediam veementemente nossa livre circulação.


re·si·li·ên·ci·a
sf
1 FÍS Elasticidade que faz com que certos corpos deformados voltem à sua forma.
2 FIG Capacidade de rápida adaptação ou recuperação.

De qualquer forma, o passado parece uma preparação a tudo isso. Nos diversos seminários, fóruns e eventos cobertos pela Consumidor Moderno, os painéis de negócios e tendências avisavam uma coisa só: não dá para continuarmos da maneira que seguimos como sociedade, como coletivo. O olhar pro outro já era crescente, questões como saúde mental e viver melhor já emergiam e isso era mais que visível.

A tragédia anunciada, hoje, soa muito mais como uma oportunidade de começar de novo, de reinventar formatos e regenerar o que estava em decadência de forma inovadora. Um olhar para o futuro tão incerto como nunca vimos. Mas a premissa é uma só: olhar para o agora faz com que possamos construir iniciativas que garantam um futuro mais equilibrado, justo e positivo.

De rico a pobre, todos precisam se adaptar, e as coisas precisam continuar na medida do possível. Grandes varejistas colocam seus vendedores para atender pelo WhatsApp, músicos começam a rentabilizar seu trabalho com um discurso existente desde o começo da década passada e pouco utilizado: transmissões ao vivo nas redes sociais.

Propósito Coletivo

E a Consumidor Moderno não se exclui desse cenário. Pense em uma fonte editorial de credibilidade que, já oferece há 25 anos informação de valor para apontar as principais mudanças e os grandes players responsáveis, que preza por encontros de relacionamento e eventos de real conteúdo, tendo que virar a curva e tomar a frente de um projeto totalmente novo.

Como relatamos neste texto, nosso aniversário foi um aprendizado. Transformamos o que seria o evento mais importante e significativo para nós neste ano, em uma iniciativa totalmente digital. Em coletivo, construímos uma iniciativa muito bem sucedida.

“Chega a hora do despertar do propósito coletivo. As empresas, companhias e entidades, precisarão absorver as causas e lembrar que o negócio é um ecossistema responsável pelas evoluções e inovações da nossa sociedade, não é apenas sobre o produto”, Iza Dezon, fundadora da Dezon Consultoria Estratégica e representante exclusiva da PeclersParis no Brasil

Isso se considerarmos, que em 2019, trazíamos os mesmos painéis que apontavam nosso futuro de forma fatídica sobre mudanças culturais que só foram acentuadas agora em ambientes físicos, com a conexão humana do “touch-a-touch” em voga.

Hora de olhar para o outro

Mas paremos para pensar, quantas vezes realmente olhamos para o outro com empatia em um metrô lotado? O quanto nos preocupávamos com nossa comunidade ao sair de casa para trabalhar de manhã? E quando algo acontecia à nossa volta, dávamos a devida importância ou nos deixávamos se levar pela efemeridade das redes sociais e da liquidez de relações pouco valorosas de likes e comentários que se perdem em algoritmos?

“Ao longo das últimas décadas temos investido muito tempo, dinheiro, energia e intelecto na construção das mais incríveis tecnologias, as quais em um curto espaço de tempo a partir de agora, nos ajudarão a: curar doenças que antes não tinham cura, a retardar o processo de envelhecimento, a trazer mais inteligência com a finalidade de criar experiências incríveis de vida nas cidades para as pessoas, a termos mais independência e assim, podermos exercer diariamente a nossa condição humana em sua plenitude mesmo em mundo co habitado pelas máquinas, nos ajudarão a visitar outros planetas e eu acredito muito que também a viver neles, e também a nos ajudarão acabar com a corrupção, que nos assola há muitas décadas de maneira cruel, promovendo as desigualdades sociais e a escassez no planeta, escassez que tem se apresentado de muitas maneiras diferentes para nós, e uma delas é no formato de pandemias como a última que estamos vivendo agora”, Rafael Davini, futurista e CEO da From Now On

Tentemos entender: será que a distância não é uma grande oportunidade de olharmos para o todo novamente? De aprender as reais possibilidades das ferramentas digitais e de testar a nossa capacidade de reinvenção? O olhar para crises deve ser de oportunidade, isso é apontado por diversos especialistas em negócios.

Qual o real valor da situação que vivemos agora? É claro, todos nos sentimos impotentes ao entender que só teremos uma dimensão realista ao passar de alguns anos. Sabemos que tudo irá mudar intrinsecamente, mas também temos a chance de ser parte e de direcionar o mundo para uma posição muito mais agradável e propositiva, onde precisaremos, desta vez, ser a mudança que queremos ver ou nunca a veremos de fato. Oportunidade de ressurgir, reinventar, refazer, repensar, relançar e reeducar.

Futuro incerto? O que pensam os futuristas em tempos de crise social
O conteúdo online precisa se reinventar? Cases para se inspirar!

 






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