TOP 6: Livros para inspirar durante o isolamento social

Difícil saber por onde começar? Experts no assunto apontam seus preferidos para quem deseja recarregar a mente com boas histórias

Quer dar um tempo no assunto pandemia do novo coronavírus? A literatura pode ajudar a refrescar um pouco os pensamentos e dar um gás na criatividade, já que é bem fácil se sentir sobrecarregado tanto pelo isolamento, quanto pelo excesso de consumo de notícias. Decidir o que ler, no entanto, pode se tornar uma espiral infinita de dúvidas, tamanha a quantidade de opções. Isso porque de livrarias tradicionais, passando por editoras, pela gigante Amazon, e até pelos sebos, todo mundo investiu nas vendas online para alcançar o consumidor não pode sair de casa.

Para ajudar a escolher sua próxima leitura, convidamos três criadores de conteúdo focados no assunto a compartilharem suas sugestões aqui. Confira as escolhas feitas por eles e garanta que novos temas, além do trabalho e do hard news do Covid-19 entrem em sua vida. Até porque, neste momento, ler é uma questão não só de hobby, como também de manter a saúde mental em dia. Vem ver:

PEDRO PACÍFICO, BOOKTUBER (@book.ster)

Livros

Pedro (foto) é o dono do maior Instagram de livros do país

Um dos nomes mais conhecidos da internet, Pedro tem mais de 160 mil seguidores no Instagram e 22 mil inscritos em seu canal, além de uma audiência bastante engajada e participativa. Para esta lista da “Consumidor Moderno”, ele liberou o conteúdo de seu post especial sobre quarentena. Aqui vão duas das cinco indicações feitas por ele:

 

  • “Morte no Nilo”, (Editora HarperCollins)

Um dos clássicos de Agatha Christie, conta a história de uma jovem rica que rouba o namorado da melhor amiga, se casa com ele e viaja de lua-de-mel para o Egito, para fazer um passeio de barco pelo rio Nilo. A viagem vira um pesadelo, a socialite é assassinada e cabe ao famoso detetive Hercule Poirot desvendar o caso. “Ficar em casa em uma situação tão tensa como a que estamos vivendo acaba afetando nossa capacidade de concentração e foco em alguma atividade”, diz Pedro no post sobre a obra. Como esse enredo ajuda, a “rainha do suspense” na literatura consegue prender os leitores mais uma vez.

 

  • “Do Amor e Outros Demônios”, (Editora Cia. das Letras)

“Li muito menos do que imaginei que leria. Por isso, um dos critérios que utilizei para montar a lista foi escolher livros com um ritmo mais rápido, que não exigem tanto do leitor”, diz Pedro em seu post sobre a quarentena. E nessa seleção está uma dos grandes nomes da literatura mundial, o colombiano Gabriel García Márquez. Aqui, ele fala do maior sentimento humano, o amor, através da trajetória da filha única de um marquês, criada no convívio de escravos e orixás. Acredita-se que demônios possuíram a moça e um padre entra em cena para exorcizá-la a tempo de seu casamento. 

LILIANE PRATA, ESCRITORA E JORNALISTA (@liliprata)

Autora de seis livros, Lili (como é conhecida nas redes) é uma autora prodígio que mobiliza seus seguidores no Instagram (com mais de 20 mil followers) e no Youtube, com quase 40 mil inscritos. Para a “Consumidor Moderno”, ela separou as seguintes sugestões:

  • “O Livro do Travesseiro” (Editora 34)

Trata-se de uma obra clássica da literatura japonesa ambientada no Japão do século XI. “De leitura extremamente cativante, com frases enxutas, explicações graciosas e observações sensíveis”, explica Lili. “Sei Shônagon, a autora, era uma dama da corte a serviço de uma imperatriz. Ela descreve o dia a dia na corte com toda a riqueza de rituais e paisagens, detalhes dos figurinos e dos hábitos, fofocas e pequenas rixas, festas e encontros dos amantes. Para a jornalista, Shônagon “nos inspira a fazer uma pausa e prestar atenção aos detalhes à nossa volta”.

 

  • “Ela Queria Amar, Mas Estava Armada” (Editora Instante)

Um dos livros de maior sucesso de Lili Prata é daqueles de fazer rir e chorar – ou seja – capaz de extravasar os sentimentos presos na quarentena. “Nas vinte histórias, busquei costurar diferentes aspectos dos problemas de tentar amar e ser amado na contemporaneidade, num contexto bem urbano”. O bom dessa coletânea é poder avançar na obra de conto em conto. “Refleti muito durante o processo de escrita e tem sido bem gratificante saber das reflexões feitas por leitoras e leitores – muito homem tem compartilhado comigo sua experiência de leitura com a obra”. 

TAMY GHANNAM, INSTAGRAMER DO PROJETO @LITERATAMY

 

Formada em Letras (Português e Francês) pela Universidade de São Paulo, Tamy administra, desde 2015, uma plataforma única, com criação de conteúdo literário multimídia e independente voltado à produção de vídeos, resenhas, entrevistas. Adorada pelas editoras por suas recomendações cheias de conteúdo, Tamy tem cerca de 13 mil inscritos em seu canal do YouTube e mais de 20 mil seguidores no Instagram. Ela também é mediadora do Clube de Literatura Brasileira Contemporânea e uma das fundadoras do perfil Biblioteca Lygiana, dedicado à autora Lygia Fagundes Telles.

  • “Rituais de Sofrimento” (Boitempo, 2013)

O que a sugestão de Tamy tem a ver com BBB e outros reality-shows? Ela mesma explica: “Comecei a ler assim que a quarentena começou. Isso porque me intrigava o engajamento do povo brasileiro na 20ª edição de ‘Big Brother Brasil” (e também em “The Circle”, “Love is Blind” e tantos outros que são assunto constante nas redes sociais). Foi na busca por reflexões sobre o meu incômodo que encontrei o livro de Silvia Viana, no qual ela destrincha o funcionamento cruel que sustenta esses programas como grandes rituais de sofrimento dos quais todos participam, principalmente os espectadores”. Um verdadeiro estudo do comportamento humano diante deste tipo de entretenimento, o livro joga luz ao assunto, principalmente neste momento em que nós mesmos estamos, de certa forma, confinados.

  • “Dentro da Noite Veloz” (Companhia das Letras, 2018)

Poesia para quebrar o isolamento? Sim, essa é a aposta da Tamy. “Poesia é fundamental em todos os momentos e, especialmente, nesses períodos carregados de absurdo”, diz ela. “Neste livro, Ferreira Gullar harmoniza poesia e política de modo a construir o equilíbrio entre lucidez e paixão do qual estamos todos precisados. Para carregar no peito e ler em voz alta (mesmo que, por enquanto, só dentro de casa)”. Com essa recomendação, impossível resistir.

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