Com dívidas desde 2011, J. Crew pede recuperação judicial

Varejista de moda norte-americana tinha problemas com credores há tempos. Crise causada pelo coronavírus ajudou a agravar a situação da empresa

Foto: Shutterstock

A J. Crew, gigante do varejo de moda norte-americano, protocolou um pedido de recuperação judicial contra falência nesta segunda-feira (4). A marca ficou conhecida por vestir a ex-primeira dama dos Estados Unidos, Michelle Obama.

É a primeira grande varejista norte-americana a pedir recuperação judicial desde o início da pandemia do novo coronavírus. Por isso, a notícia tem sido muito comentada na imprensa local.

No entanto, a J. Crew já tinha dívidas bilionárias antes mesmo de precisar fechar suas lojas físicas. As dívidas da empresa vem se acumulando desde 2011 e, este ano, alcançaram a cifra de US$ 1,65 bilhão. Seus maiores credores devem tomar o controle da empresa e, além de perdoar a dívida, vão emprestar US$ 400 milhões para manter o negócio da J. Crew em pé.

Coronavírus e a recuperação

A crise do novo coronavírus, claro, atrapalhou os planos de recuperação da varejista, que precisou fechar 491 pontos de venda. Em março, as vendas caíram mais de 50% e em abril o desempenho deve ser ainda pior.

A Madewll, marca de moda feminina que pertence à J. Crew, vai continuar com suas operações. O futuro da marca era incerto, já que sua empresa-mãe já havia cogitado a possibilidade de venda da companhia, que tem 140 lojas físicas.

A J. Crew garantiu também que seus negócios online vão operar novamente durante sua reestruturação e que todas as suas lojas devem ser reabertas quando a pandemia for superada.

Há uma preocupação de clientes com relação a cartões-presente, devolução e trocas, mas a empresa garantiu, em comunicado, atender esses serviços “pelos próximos anos”.

“Este acordo com nossos credores representa um marco crítico no processo em andamento para transformar nossos negócios”, disse Jan Singer, diretora executiva da J. Crew, em comunicado ao mercado.

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