Como foi o Dia das Mães na pandemia

O comércio eletrônico e outras alternativas, como drive thru e voucherização, ajudaram o setor a minimizar as perdas por causa das medidas de isolamento social

Como já era esperado, o varejo enfrentou grandes desafios no Dia das Mães, segunda data mais importante para o setor. As medidas de isolamento social fizeram com que as vendas encolhessem 41% em 2020, segundo levantamento da Boa Vista.

No ano passado, o resultado foi positivo, com crescimento de 1,7% na comparação anual. A última vez que as vendas caíram no Dia das Mães foi em 2016, quando houve queda de 4,6% em relação a 2015, ano em que também se observou queda.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) havia previsto encolhimento de 59,2% do faturamento real do setor na data. A estatística da Boa Vista, no entanto, se refere ao volume de vendas.

Desafios

O fechamento de boa parte do comércio relevante para a data, como lojas de vestuário, cosméticos, eletrodomésticos, móveis e eletroeletrônicos e a restrição à circulação de pessoas, limitaram as possibilidades de compra dos consumidores.

Apesar disso, 63% dos consumidores disseram que pretendiam participar das comemorações entregando presentes, segundo uma pesquisa da MindMiners.

Os varejistas ainda podem pensar nas vendas de Dia das Mães, já que um quarto (25%) dos participantes da pesquisa informou que não pretende comprar presente para a data, mas que irá esperar outro momento para comprá-los.

Compensação

Para fugir do prejuízo, os varejistas correram para o e-commerce e pensaram em soluções como o drive thru. A opção de comprar os produtos online e retirar nos estacionamentos foi adotada pelas principais administradoras de shopping centers e grandes redes varejistas, como a C&A.

Os vouchers foram outra aposta do setor varejista para diminuir as perdas na data. A ideia é vender os cupons para aliviar o fluxo de caixa agora e ainda oferecer descontos atrativos para os consumidores.

E o comércio eletrônico foi, claro, a principal alternativa para diminuir o impacto do fechamento das lojas. Flávio Clife, economista da Boa Vista, afirma que “a alternativa reduz parte das perdas, mas não é suficiente para compensar as fortes quedas das lojas físicas”.

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