Como a computação em nuvem pode ser útil para o setor de saúde

Em webinar promovido pelo portal Consumidor Moderno, executivos da AWS e do Dr. Consulta falam sobre os benefícios da computação em nuvem para o momento que vivemos

Foto: Shutterstock

O distanciamento social imposto pelo Covid-19 impulsionou uma transformação digital realmente singular na história da medicina. Nos últimos meses, o brasileiro começou a ter contato com uma ideia chamada telemedicina ou medicina à distância. E, sem muita alternativa, parece ter gostado da ideia.

Esse foi um dos assuntos abordados no webinar promovido pela Consumidor Moderno. O encontro contou com a Renato Cardoso, CEO do Dr. Consulta, startup na área da saúde, Cleber Morais, Country Sales Director da Amazon Web Services no Brasil e Jacques Meir, diretor-executivo de Conhecimento do Grupo Padrão. A mediação coube a Éric Visintainer, editor de conteúdo da plataforma Whow!.

Telemedicina

O presidente Jair Bolsonaro sancionou no dia 16 de abril uma lei que permite o uso da telemedicina no combate ao novo coronavírus. Desde então, o Dr. Consulta correu para começar a atender os pacientes remotamente e vem colhendo bons resultados.

Segundo Cardoso, do Dr. Consulta, a empresa estuda o tema há anos e tinha planos de implanta a medida. No entanto, com o distanciamento, os planos mudaram. A companhia foi obrigada a acelerar o passo e, assim, implantou a solução em apenas nove dias.

“Temos 1.700 médicos na nossa plataforma que atendem nos centros médicos, presencialmente. Hoje, 400 já atendem online; São mais de duas mil agendas diárias. Acho que ninguém está fazendo tanta telemedicina quanto a gente”, diz Cardoso.

Em tempos de pandemia, 20% das consultas realizadas pela plataforma da empresa são feitas remotamente. O indicador de satisfação do paciente é alto para consultas presenciais, mas ainda maior quando o atendimento é online.

Nuvem para escalar com agilidade

O armazenamento em nuvem foi outro assunto discutido no webinar da CM. Em um momento em que as empresas precisam, mais do que nunca, de agilidade no desenvolvimento de novos produtos, a computação em nuvem passa a ser essencial.

“Passamos a pensar como podemos ajudar os clientes que sofreram impactos em seus negócios. Chegamos a colocar serviços no ar em 48 horas, de coisas que os clientes nem imaginavam que um dia ofereceriam”, conta Cleber Morais, Country Sales Director da Amazon Web Services no Brasil.

Um dos clientes da AWS que teve sua operação profundamente afetada pela pandemia de COVID-19 é o Dr. Consulta. O braço de tecnologia da Amazon ajudou a healthtech a colocar no ar em apenas nove dias sua plataforma para atendimento remoto dos pacientes.

“Como tudo está na nuvem temos uma grande facilidade. Os médicos se conectam facilmente e podem prescrever remédios e exames online”, afirma Cardoso.

O segredo: equipes ágeis

Os especialistas também contaram como foi a mudança na rotina de suas respectivas companhias a partir da pandemia. Assim como aconteceu com o Dr.Consulta, a AWS também teve alguns dias para migrar a companhia par o mundo digital. Mais: ela também auxiliou essa mudança para outros negócios.

Segundo Cleber Morais,  as empresas precisaram fazer em dois meses um projeto de digitalização que poderia demorar até dois anos.

Essa transformação acelerada tem seu alicerce na construção de equipe ágeis em construir e executar as estratégias. “É algo top-down. A tecnologia está aí. Na AWS provemos mais de 175 serviços, alguns podem estar disponíveis em até sete dias. Então é mais uma questão de cultura da empresa e agilidade na tomada de decisão”, afirma o executivo da AWS, que cita de um investimento frustrado da Amazon em um smartphone para lembrar que é necessário assumir riscos.

Futuro da parceria Dr. Consulta x AWS

Já imaginou dizer à Alexa alguns de seus sintomas e ver a assistente virtual da Amazon sugerir a especialidade que você deve procurar? A provocação foi feita por Jacques Meir durante o webinar promovido pela Consumidor Moderno.

Os executivos que participaram do webinar já pensaram nesta solução e, segundo Renato Cardoso, “isto é perfeitamente possível de ser feito”.

A startup já usa inteligência artificial em seus prontuários para ajudar os médicos a tomarem uma decisão mais assertiva. Integrar uma solução ao assistente virtual não estaria entre as tarefas mais complicadas para as empresas que já estão acostumadas a lidar com dados e inteligência artificial.

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