Conteúdos que mais atraem os brasileiros no YouTube durante a quarentena

Relatórios de consumo do Google mostram que comportamento dos internautas mudou e sugere dicas de marketing para esse período

Que todo mundo anda ultraconectado durante o confinamento por conta do Covid-19, a gente já sabe. Agora que se passaram as primeiras semanas de quarentena no Brasil, sites de conteúdo começam a analisar o que mudou nesse cenário de mundo tão inesperado causado pela propagação do novo coronavírus. No caso do YouTube, maior plataforma de vídeos do planeta e a mais popular por aqui, há movimentações comportamentais consideráveis. Quem informa é um relatório do Think With Google, publicado em abril, que mapeou o comportamento de navegação das pessoas no primeiro mês da quarentena, ou seja, março. Entre os dados está, é claro, um aumento nas buscas por vídeos com as palavras “em casa”: mais precisamente, 123% se comparado com o mesmo período de 2019.

Já em outro documento, desta vez do começo de maio, o Think With Google indica saídas de marketing para as marcas baseadas nas informações de consumo colhidas no mês anterior. Ou seja: é importante primeiro conhecer o que o interesse das pessoas para depois saber como caminhar por ele. Para ajudar nessa tarefa, fizemos um top 5 com os principais destaques dos dois relatórios. Acompanhe:

Era de se esperar que os conteúdos focados no ambiente doméstico tivessem um boom, mas o relatório do escritório do Google para insights e métricas traz outros inputs. Entre eles, o dado de que 40% dos entrevistados brasileiros afirmaram ter passado mais de 3 horas assistindo a conteúdos no YouTube de uma semana para outra, no fim de março. Acompanhe abaixo mais alguns destaques da pesquisa – ela pode ajudar a entender melhor as mudanças no que querem agora internautas e consumidores:

BEM-VINDO AO MUNDO DAS LIVES

Consumir notícias no formato de lives é algo que atualmente bomba, certo? Esse movimento foi verificado praticamente desde o começo da quarentena e os canais que deram atenção a isso antes se saíram bem. Um dos exemplos citados é o MyNews, canal dedicado ao noticiário quente de política, comportamento e economia, que se saiu bem com uma entrevista feita com o biólogo e youtuber Átila Iamarino. Átila ficou conhecido como um dos primeiros pesquisadores a falar sobre os efeitos da pandemia de Covid-19 no Brasil.

SAÚDE MENTAL NA QUARENTENA

O outro lado da moeda do grande consumo de notícias e informações no YouTube – que também era uma tentativa de fugir das fake news, segundo o relatório do Think With Google – foi o crescimento do interesse por tudo que se relacionou a saúde mental. A plataforma também facilitou a vida dos internautas agregando conteúdos de diversos creator sob a hashtag FiqueEmCasa #Comigo. Se o YouTube já era uma referência para encontrar vídeos sobre esse tema, com a pandemia, essa busca se fortaleceu ainda mais.

CONTEÚDOS CULTURAIS E GASTRONÔMICOS

Filmes, séries e humor estão entre os mais vistos nesse momento de pandemia dentro do YouTube. Mas as tags de gastronomia e receitas também têm força. Conteúdos relacionados a como cozinhar pratos rápidos e fáceis, bem como dicas para otimizar as compras no supermercado foram reis em um cenário de incerteza tanto sanitária quanto financeira. Segundo o Google Trends e o YouTube Search, da metade de março em diante houve um considerável aumento no número de buscas por receitas de pão caseiro (números 66% maiores); 49% mais gente pesquisou “receitas” e 40% pesquisou a palavra “cozinha”.

E AS MARCAS, O QUE PODEM FAZER?

O relatório menciona ainda a importância do YouTube no Homeschooling, bem como o expressivo interesse por tudo que estiver ligado ao termo Home Office – os dados coletados em março trazem um aumento de 127% nas últimas semanas de março de 2020 se comparado com o começo da crise sanitária. O resumo final da leitura desses dados indica o quão importante é para as marcas manter sua presença online nesse momento, bem como investir em mensagens positivas já que o momento é de incerteza.

MARKETING EM TEMPOS DE COVID-19

Já o documento focado em marketing aponta três principais caminhos, de acordo com o Think With Google. O primeiro é o planejamento por semana e não mais por trimestre. Como os mercados e interesses dos consumidores têm estado mais dinâmicos, é melhor focar no curto prazo e ir ajustando budgets de publicidade durante o percurso. O mesmo raciocínio vale para a segunda dica, que é “otimização com frequência”. Ou seja, acompanhe mais de perto o desempenho de anúncios e ações no geral, sinta o termômetro das coisas e prepare-se para mudar de estratégia mais rápido. Uma última sugestão é a de ser capaz de se adaptar aos novos tempos. O Google sugere automação do que for possível para deixar espaço para avaliar as prioridades.







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