O que millennials e geração Z querem das marcas no mundo pós-Covid?

Pesquisa revela que parcela mais jovem da população deseja comprometimento das empresas em prol de uma qualidade de vida melhor

Dos 18 aos 34 anos: o que buscam os jovens nas marcas, quando o assunto é consumo, em um mundo afetado pela contaminação do novo coronavírus? A pesquisa Barômetro Kantar Covid-19, um grande apanhado de informações feito por uma das consultorias mundiais mais respeitadas, mostra que o principal desejo dessa faixa etária da população é ver atitude, proatividade para um mundo melhor.

Apesar de centennials (de idade entre 18 a 24 anos) e millennials (25-34 anos) serem diferentes em vários temas quando o assunto é comportamento, a pandemia trouxe em comum alguns itens para essas duas gerações. Quando o assunto é consumo, 48% deles acreditam que as marcas precisam servir de exemplo e guiar uma mudança mundial positiva; e 35% esperam que essas empresas usem conhecimento para explicar e informar seus consumidores.

As porcentagens estão acima das respostas de um grupo geracional mais velho: entre os entrevistados pela Kantar que possuíam 55 anos ou mais, somente 31% das pessoas considerava que as marcas tinham alguma responsabilidade por mudar o mundo, enquanto só cerca de 28% esperavam que as empresas usassem o que sabem para se conectar de forma mais explicativa com seus consumidores.

MAIS COMPRAS ONLINE E MAIS TV

Centennials e millennials também compraram bem mais nos e-commerces da vida durante a pandemia do que as gerações anteriores a eles. A intimidade com interfaces digitais explica esse comportamento, tanto que 47% deles esperam, inclusive, aumentar esse tipo de consumo nos próximos meses nos quais ainda estarão sob efeito das mudanças causadas pelo surto de Covid-19. Só na América Latina, a compra de produtos online cresceu 3,3 vezes nas primeiras quatro semanas de confinamento.

Público tradicionalmente mais avesso à televisão, integrantes das gerações Y e Z acabaram assistindo à mais programas de TV com a pandemia: 63% deles dizem que se conectaram mais a essa mídia para obter notícias, se comparado com o passado. E cerca de 58% responderam que estão consumindo muito mais streaming do que antes. Não à toa, os serviços de assinatura de filmes e séries estão entre as áreas onde a crise passou longe durante o surto de contaminação. O consumo de TV, no entanto, aumentou como um todo no mundo e no Brasil, especificamente, o número foi de 19%.

Mas vídeos online e redes sociais ainda ocupam a maior parte do tempo no quesito consumo de informações – seja de notícias, seja de conteúdo mais divertido para relaxar diante da quarentena. Neste campo, destaque para o YouTube, que ficou com 87% da atenção das gerações Y e Z, seguido pelo Instagram, com 69% de uso, e pelo Tiktok, que vem em terceiro lugar com 35% de aumento no acesso.

Para saber mais informações sobre o material que a consultoria Kantar coletou em suas pesquisas, basta acessar o site https://br.kantar.com/covid-19/






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