Como ser ágil e assertivo em cenários de completa incerteza

A pandemia também acelerou a importância da agilidade dentro das empresas. Saiba como Wittel, Magazine Luiza e Midway Financeira trabalham este conceito 

Foto ilustrativa Martin Adams (Unsplash)

Se você pesquisar no LinkedIn a competência “agile” encontrará 1.223 resultados de novas oportunidades de trabalho no mercado brasileiro atualmente. Ela se tornou uma das principais habilidades não só para pessoas, mas também uma característica vital para as empresas no cenário pré-Covid-19, e continua relevante no atual momento de incerteza. Ser ágil nestas companhias.

E para discutir o tema, em colaboração com a Wittel, a Consumidor Moderno promoveu mais um webinar exclusivo, com as participações de Dagoberto Gabriel CEO da Wittel, Rafael Montalvão, diretor de Marketing E-commerce do Magazine Luiza, Paulo Mendes, diretor-executivo de negócios da Midway Financeira e Jacques Meir, diretor-executivo de Conhecimento do Grupo Padrão.

Decisões ágeis e assertivas durante a pandemia

A agilidade na varejista Magazine Luiza, durante a pandemia do novo coronavírus, foi possível em grande projeto pelos projetos desenvolvidos no Luiza Labs. “Em poucos dias colocamos no ar o Parceiro Magalu, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas colocarem os seus produtos no e-commerce. E as pessoas físicas que venderem estes produtos ganham uma comissão”, disse Montalvão. “Tivemos que tomar alguns decisões bruscas e rápidas, como fechar as lojas. E depois foi olhar para a tecnologia e quais projetos poderíamos colocar em praticas, como novas funções para o nosso aplicativo.”

Na Midway Financeira, parte financeira do Grupo Guararapes, o caixa se tornou uma grande preocupação no pós-crise, uma vez que mais de 50% dos pagamentos são feitos nos ambientes físicos das lojas e estas estavam fechadas até poucos dias. “Estávamos desenvolvendo as nossas plataformas digitais e disponibilizamos informações e meios do cliente pagar a sua fatura nos nossos canais digitais. Formamos parcerias com redes de supermercados e drogarias e ficamos próximos do nosso cliente”, explicou Mendes sobre a rápida decisão que empresa tomou durante a pandemia. “Focamos muito no e-commerce e hoje é uma das grandes oportunidades que esta crise nos traz. E desenvolvemos novos canais de venda, como o WhatsApp.”

Dentro da Wittel, empresa focada em soluções e operações financeiras, customer experience e digital experience, a agilidade foi para responder a uma demanda de novas tecnologias dos seus clientes. “Recebemos uma grande demanda do mercado em soluções 100% na nuvem, com segurança e suportadas por nossos parceiros. Impactamos diretamente os segmentos financeiro, varejo e contact center para prover para eles [clientes] conectividade, segurança, conferencia por vídeo, chat e voz , com protocolos de segurança”, descreveu Gabriel, durante o webinar da CM.

Gestão da incerteza por indicadores, métodos e dados

ágil

Foto ilustrativa Stephen Dawson (Unsplash)

A relação das três empresas com as bases de dados também não ficou de fora da discussão. O diretor de marketing e-commerce do Magazine Luiza descreu que o embasamento nesta fonte de informação ajudou a deixar o planejamento mais claro. ”Já tínhamos informações em real time. Criamos o indicador acompanhando as situações de saúde de cada região para definir a reabertura de lojas. E olhamos outras métricas para o nosso aplicativo, que já é onde o nosso cliente tem mais contato, além de métricas para trazer novos usuários”, contou.

Já o diretor-executivo de negócios da Midway Financeira apontou que os dados impulsionaram o relacionamento com os clientes. “A comunicação com o cliente foi o que teve maior relevância no inicio da crise. O cliente quer ser atendido individualmente, e colocamos os nossos canais à disposição”, disse.

Apensar do volume de dados estruturados e não estruturados, de mais diversas fontes, com o foco em medir produtividade, efetividade, eficiência, relacionamento com o cliente, o CEO da Wittel comentou que estes indicadores “foram implodidos”. “Você começa a ter conjuntos de outras variáveis, tendências e tem fatores que não se conversam. Como gerar um Canvas em áreas que preciso atender e os quais atividades atender? O que observamos das empresas que se mobilizaram de forma mais rápida, elas escolheram dentro da gama de indicadores, de três a cinco itens para tocar o negócio”, completou.

 

 

Tecnologias como base nas tomadas de decisões

Montalvão disse que ele vê o marketing como é um “mathmarketing“, onde o foco está voltado para conta e não comunicação. Para ele o segredo está em a tecnologia deve atuar como uma graxa no meio da engenheira, e não pode ser só o ponto central, com soluções praticas para os ambientes fisico e digital. “A tecnologia tem que ser algo imperceptível. Estamos vendo um consumidor que quer passar muito menos tempo na lojas. A tecnologia desenvolvida para isso, hoje é extremante útil”, descreveu.

A Midway Financeira que está na transição para se tornar um banco digital, a  tecnologia é a sua base de existência. “O ponto fundamental da tecnologia é como ela nos dá a possibilidade de individualizar o cliente. Ter o cuidado de saber  usar o dado de maneira correta em benefício da necessidade do cliente”, contou Mendes.

Para o CEO da Wittel, a tecnologia é apenas o caminho. “Como provedor sede solução, buscamos entender a dor do cliente. Quando você não é capaz de entender a dor, você não consegue criar hipóteses, e se não consegue criar hipóteses, você não consegue minimamente tangibilizar vantagens e desvantagens ao longo da cadeia como um todo”, disse Gabriel. 

Ele ainda deixou uma dica ao final: “Saber reconhecer as suas potencialidades e fragilidades, dentro de casa, e de que maneira pode endereçar as potencialidades, faz toda a diferença na escolha de tecnologia.”


Assista ao webinar na íntegra abaixo

 

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