Inovação e transformação cultural na era pós-pandemia

Executivos da Microsoft e KPMG falaram sobre a inovação aplicada em tempos de trabalho remoto e a importância da transformação cultural para inovar

A pandemia de coronavírus trouxe uma imersão digital para as empresas como nunca se viu antes. O mercado ficou menos previsível e mais complexo, transformando as interações pessoais, a automatização e as conexões virtuais. E assim, a necessidade de adaptação se tornou algo imprescindível.

Nesse cenário, as empresas buscam constantemente promover a inovação. Mas, com tantas mudanças, muitas dúvidas sobre o desenvolvimento, principalmente de inovações aplicadas, podem acompanhar as instituições. Por isso, para conquistar bons resultados é importante que as empresas tenham abertura para uma nova mentalidade cultural.

O assunto foi tema debatido em webinar exclusivo promovido pela Consumidor Moderno, com Tânia Cosentino, presidente da Microsoft do Brasil, Oliver Cunningham, sócio e fundador da Leap/KPMG, Jacques Meir, diretor-executivo de Conhecimento do Grupo Padrão e Éric Visintainer, editor de conteúdo da plataforma Whow!.

Inovação aplicada em tempos de trabalho remoto

Hoje,  o home office é aplicado como essencial e prioritário na maioria das empresas. Por isso, muito se questiona se é possível alcançar todos os mecanismos eficientes para se aplicar a inovação de forma remota. Para a Microsoft, uma das maiores marcas de softwares e produtos eletrônicos do mundo, a resposta é positiva.

“O trabalho remoto na Microsoft não é uma novidade. Habilitamos ele através das nossas tecnologias e temos profissionais espalhados no mundo inteiro. Agrupamos pessoas por comodidade e afinidade tecnológica e temos gente colaborando e contribuindo com um projeto em diferentes partes do mundo. Para nós, o trabalho em home office não impede o desenvolvimento da inovação e avanço da tecnologia”, ressalta Tânia Cosentino, Presidente da Microsoft do Brasil.

O executivo da KPMG concorda com o posicionamento e diz que muitas companhias estão se destacando no atual cenário. “Tecnologia a gente compra, o que a gente não compra é a profundidade da transformação cultural que esse pessoal [Microsoft], que admiro muito, está conseguindo fazer em uma escala global impressionante. Isso é inovação aplicada! Um exemplo é a própria Microsoft de hoje, que é uma empresa transformada em relação à Microsoft de seis anos atrás, isso não quer dizer que ela tenha errado antes, é o alinhamento dos tempos”, pontua.

Transformação cultural é a base

Um dos pontos mais importantes, que deve andar lado à lado com a inovação é a transformação cultural. Segundo Tânia, empresas que desejam mudar a forma como os seus times buscam por soluções inovadoras, precisam priorizar aspectos culturais e ter potencial para mudar a interação com os desafios e medos que surgirem.

“Uma transformação cultural não é algo simples. O que estamos fazendo para esse processo acontecer, é redefinir valores e expectativas da liderança. Trabalhamos diversidade e inclusão como um dos pilares da cultura. E, trabalhamos com uma base que se chama growth mindset, com ele, tiramos aquela arrogância de quem diz saber tudo, porque quando isso acontece, você tem medo de errar e acredito que isso é um dos piores inimigos na inovação. Com o growth mindset deixamos de dizer que sabemos tudo e passamos a dizer que podemos aprender tudo, assim aprendemos a ser mais tolerantes”, relata a executiva.

O que esperar para o pós-coronavírus?

Outro fenômeno que o coronavírus acelerou foi a necessidade das empresas serem mais humanas. Para o presente e os próximos anos, será fundamental que a inovação surja junto com características de empatia ao próximo.  “Mais do que nunca o propósito fica mais importante que o lucro. O lucro ainda é importante, mas não é a qualquer custo. É conquistá-lo através de seu proposito. O core business é fazer o bem”, afirma Cosentino.

Para Cunningham, mudar os valores com profundidade e colocar os propósitos na frente do financeiro, é uma mudança monumental. Além disso, o futuro vai exigir das empresas um bom planejamento das finanças, investimentos e integratividade digital. Pois, a cultura se traduz em decisões e comportamentos, que juntos se medem.

“Se compararmos o futuro com uma festa, para se comprar o convite você vai precisar de duas coisas importantes. Uma delas é uma mensagem até muito dura, que é o caixa, e nem todo mundo tem porque vamos viver um período muito grande com todo mundo administrando sua realidade de caixa. A outra coisa é que esse convite exige ser digital. O coronavírus veio para acelerar o momento para todos. Ou você está no digital, ou você não vai ter esse ingresso para o futuro”, conclui Cunningham.


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