O atacarejo vigoroso pós-pandemia

O atacarejo é um canal muito importante e representa o “Brasil real”. Canal deve sair fortalecido após a crise

O cenário da economia pós-pandemia não é nada promissor. A atividade econômica dá sinais de forte desaceleração em diversos setores. Segundo o IBGE, em abril houve queda de 18,8% na indústria, de 16,8% no comércio e de 11,7% no setor de serviços.

A previsão para o PIB de 2020 do Banco Central é de recessão de 6,4%. É importante ressaltar o aumento do desemprego, queda na renda e aumento da informalidade. Na maioria das cidades, muitas famílias estão em isolamento social com os filhos longe das escolas públicas o que impacta diretamente no aumento dos gastos dentro do lar, especialmente com alimentação e outros itens básicos.

As famílias de classe média buscam equilibrar seus gastos e fazem ginástica para abastecer os lares. O atacarejo, conhecido também como atacado de autosserviço, continua sendo o canal que mais cresce este ano. De acordo com o Grupo Nielsen, o crescimento acumulado do atacarejo até maio deste ano foi de 18,5%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Enquanto isso, as farmácias de rede crescem 8,4%.

O consumo no atacarejo se mantem vigoroso pós-pandemia em função das vendas à pessoa física e ao pequeno varejo. Em compensação, a compra dos transformadores tem impacto negativo em função do fechamento de bares, restaurantes, lanchonetes e cafés.

As redes nacionais e regionais do atacarejo estão crescendo e cumprem papel importante no abastecimento mensal de boa parte dos lares brasileiros de todos os estratos sociais. A proposta de valor oferecida pelo canal, com preços baixos, é muito pertinente nesse momento de retração econômica.

Muitas redes têm oferecido alternativas, como serviços de click & collect, drive thru, lockers, para aqueles consumidores de maior renda e mais acostumados aos canais digitais. Porém, a maioria não tem condições de arcar com certas taxas e custos de frete.

O atacarejo é um canal muito importante e representa o “Brasil real”, pois abastece a dispensa de milhares de brasileiros que continuam a frequentar as lojas físicas em busca de ofertas que possam otimizar sua cesta de compras em momento crítico.






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