Os aprendizados das empresas de produtos essenciais durante crise

Webinar produzido pela Consumidor Moderno mostrou como a Kimberly-Clark e a Pepsico Foods transformaram a crise da Covid-19 em aprendizado e transformação

Foto ilustrativa (Unsplash)

Imprevisibilidade, novos rituais e um cotidiano totalmente novo. Como as empresas estão lidando com um novo perfil de consumo, e reconhecendo oportunidades de inovação em meio à pandemia?

No Webinar Consumidor Moderno, os executivos Claudio Vilardo, vice-presidente da Kimberly-Clark Brasil, e David Kahn, vice-presidente de vendas da PepsiCo Brasil Foods, compartilharam os novos aprendizados das empresas e como a aceleração do uso de plataformas e tecnologias digitais em suas operações impactou as atividades.

Confira abaixo os melhores momentos do bate-papo, que teve intermediação de Melissa Lulio, Content Designer do Grupo Padrão e participação do público.

A “corrida” dos produtos essenciais

produtos essenciais

Foto ilustrativa (Unsplash)

No início da pandemia do novo coronavírus, o varejo mundial se viu tomado pelo que tem sido chamado de “a corrida do papel higiênico”. Consumidores, ansiosos com a nova realidade que se apresentava, começaram a estocar produtos de necessidades básicas, ocasionando um enorme esgotamento nas prateleiras do comércio.

A multinacional de produtos de cuidados pessoais Kimberly-Clark sentiu na pele o impacto dessa grande mudança de consumo. Claudio Vilardo, vice-presidente da Kimberly-Clark Brasil, comenta que a falta de abastecimento de papel higiênico no início do isolamento social realmente impactou a empresa. Contudo, aqui no Brasil, houve a vantagem da antecipação do problema, ao observar os mercados externos, que sofreram com a crise antecipadamente. “Realmente houve uma corrida por produtos essenciais, mas o que fizemos foi reforçar a nossa cadeia de suprimento com fornecedores e estar próximo dos cliente para que não faltasse produtos de alta demanda”.

Semelhantemente, a PepsiCo Brasil Foods, segundo o vice-presidente de vendas David Kahn, já estava preparada para a instabilidade da pandemia por conta das fábricas presentes na China e Europa. Assim, o comitê de risco da empresa investiu previamente na evasão do problema da falta de abastecimento. Para assegurá-lo, a empresa pensou na cadeia como um todo, desde os pequenos mercados aos grandes pontos de venda, bem como a existência suficiente de caminhões de transporte para a nova demanda.

Proximidade com clientes e fornecedores

Garantir a disponibilidade de insumos não foi uma tarefa fácil. Contudo, a proximidade com clientes e fornecedores foi o ponto-chave para manter a situação sob controle, relata Claudio Vilardo. “Houve problemas com produtos importados, por conta das barreiras fechadas. Mas a maior parte dos insumos (usados pela Kimberly-Clark) são feitos no Brasil, e a proximidade com os clientes e fornecedores facilitou no momento da crise”, explica.

Na PepsiCo Brasil não foi diferente; além da parceria com os fornecedores e da produção local de insumos, a assunção de uma mentalidade de flexibilidade e agilidade garantiram que a produção não parasse em nenhum momento.

Tendências e processos acelerados pela pandemia

Mesmo para empresas já iniciadas no processo de transformação digital, a pandemia trouxe novos métodos e aceleração de tendências.

O vice-presidente da Kimberly-Clark Brasil conta que a empresa já havia encadeado a transformação digital há quatro anos, sobretudo nas atividades de e-commerce, e foi um alívio estar preparado para este momento. O grande diferencial foi a criação da loja virtual Essencial para Você, um canal adicional para que clientes possam comprar produtos da marca. “E não é só uma plataforma vendas, mas um canal para comunicação com o shopper de forma autêntica e direta”, esclarece.

A digitalização interna foi a transformação mais significante para a PepsiCo Brasil, de acordo David Kahn. Ele conta que a empresa previa que uma digitalização nessas proporções seria possível apenas daqui cerca de três anos. Mas segundo o executivo, por acreditarem que a empresa ainda tem muito para aprender, foi possível quebrar limitações e velhos paradigmas.

Legado pós-pandemia

Na Kimberly-Clark Brasil

“Aprendemos a nos adaptar e a tomar decisões de curto prazo e de grande granularidade. Ainda não encontramos ainda um padrão do consumidor no “novo normal”, mas estamos constantemente revisando os negócios. Outro aprendizado que ficou foi a busca por novas formas de entregar produtos com agilidade.”

Na PepsiCo Brasil

“O principal é ter muita humildade, pois somos todos iguais nesse mundo. Assim, precisamos de um mundo mais colaborativo. Nesse momento ficou mais evidente ainda como precisamos ajudar as comunidades locais. Precisamos fazer nossa parte para criar uma sociedade mais justa e colaborativa, inclusive doando alimentos e ajudando a retomada do pequeno varejo.”

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Assista ao Webinar completo abaixo

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