Bom Pra Crédito e Chilli Beans: visões sobre a quarentena

Home office, reabertura e e-commerce são algumas questões que impactam as empresas na quarentena. Conheça as estratégias da Chilli Beans e da Bom Pra Crédito

São inúmeras as mudanças ocorridas no consumo desde o início do isolamento social. Todos os setores sofreram impactos, como já mencionamos algumas vezes na Consumidor Moderno – nem todos no sentido do prejuízo, como o varejo de alimentos e o de higiene, mas, no mínimo, com mudanças intensa.

Uma das principais mudanças foi o aumento do uso do canal de e-commerce e esse foi um dos pontos comentados no início de webinar realizado pela plataforma, com o tema Como conduzir o seu negócio na retomada da economia, mediado por Eric Visintainer, editor da plataforma Whow!, com a participação de Ricardo Kalichsztein, CEO e fundador do Bom Pra Crédito; Caito Maia, CEO e fundador da Chilli Beans; Jacques Meir, diretor-executivo de Conhecimento do Grupo Padrão.

De acordo com o CEO da Chilli Beans, o e-commerce da empresa cresceu 600%. Esse é um dado que está de acordo com outro comportamento: a falta de adesão dos consumidores aos shopping centers (apesar de a reabertura destes já ter acontecido). “Tudo o que íamos lançar on-line em dois anos, lançamos em um mês e meio”, diz. “Cada uma das 900 lojas possui um próprio site, e-commerce, aplicativo, que é munido pelo estoque do franqueado e isso tem funcionado bem”.

Além disso, a empresa vai lançar o chamado “live commerce”. “É como se fosse uma loja virtual”, diz. “Haverá o lançamento de promoções, uma roleta que vou girar e vai dar descontos”. Como ele brinca, será “uma mistura de Sílvio Santos com Shoptime e com tecnologias novas lançando uma nova coleção”.

Também tem crescido a busca pelo digital no ambiente de atuação da Bom pra Crédito, como conta Kalichsztein. “Nascemos digitais e temos facilidade de oferecer a mesma experiência de tomada de crédito 100% digital para o cliente agora”, diz. Assim, apesar de ter havido ajustes naturais na oferta de crédito devido à crise, o executivo reforça que tem havido uma aceleração na busca de outros players pela digitalização. “Ainda existem muitos players tradicionais, incumbentes, varejistas, que eram totalmente dependentes do canal físico e estão nos procurando para acelerar o digital neste momento”, explica.

Trabalho remoto

Na Bom Pra Crédito, há em torno de 100 colaboradores e todos estão em modelo de home office desde o dia 17 de março. “Temos trabalhado com muita calma e preocupação desde o inicio com os colaboradores e familiares deles para que possamos voltar de forma bastante segura para todos também”, diz. “Vem dando muito certo, decidimos no mês passado estender o trabalho remoto até 30 de setembro.

“É muito interessante entender como as empresas vão se adaptando não só encarando as questões de digitalização e pandemia, mas como é encarar o comportamento do consumidor neste momento. Eu acredito que o ponto-chave é: o consumidor está inseguro”, diz Meir. Nesse sentido, questiona como os executivos enfrentam essa situação.

Oportunidades

Maia, por sua vez, conta que a equipe da Chilli Beans voltou ao escritório, que fica em Alphaville, no dia 15 de junho, em sistema de rodízio e seguindo o protocolo do segmento. “Vocês não têm ideia: estamos produzindo muito mais”, afirma. “Estou incentivando as pessoas a trabalharem no escritório e isso tem dado um resultado incrível: o que temos produzido, entregue de resultado… é muito mais produtivo. E tenho percebido que as pessoas estão ficando mais felizes. Se tivéssemos uma vacina até setembro, até faria sentido esperar. Então, coloquei na minha cabeça que quanto antes as pessoas se adaptarem, é melhor porque o rendimento acontece”, diz.

Kalichsztein conta que a demanda por crédito de Pessoa Física aumentou no começo da quarentena. “esse é um mercado que se equilibra na oferta para o cliente que tem capacidade de pagamento e o que estamos trabalhando em conjunto com parceiros e iniciativas é trazer o crédito junto com informações de habito de pagamento e de consumo, o que tem relação inclusive com hábitos do varejo”, diz. “esse tipo de prática traz segurança para o credor”.

Confira o debate completo:

A importância das comunicações em tempos de pandemia
Os restaurantes serão vítimas da COVID-19?
As ações do Mercado Livre para absorver uma demanda maior durante a pandemia






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