É seguro voltar ao dentista? Adaptações são feitas para atender pacientes

Em entrevista com Paulo Zahr, presidente da OdontoCompany, conversamos sobre as mudanças para aumentar a segurança aos pacientes em meio a pandemia

Assim como a medicina, o setor de odontologia precisou passar por adaptações para que pudesse oferecer um atendimento de qualidade e com segurança para a população. Contudo, a atividade odontológica está entre as de maior risco de contaminação, o que pode deixar muitos pacientes e profissionais da área inseguros.

Em entrevista com Paulo Zahr, CEO da OdontoCompany, conversamos sobre as medidas que foram tomadas para garantir a segurança de quem necessite ir ao dentista no período de pandemia. Com mais de 700 consultórios em diferentes estados do país, a rede redobrou o cuidado para receber clientes e prevenir riscos.

“As unidades ficaram fechadas por apenas 7 dias, depois reabrimos, pois nos enquadrarmos no setor de saúde e estamos cumprindo nosso dever cívico. Estamos muito seguros e comprometidos”, afirma.

Inovações também foram implantadas no área, por isso, a companhia investiu em equipamentos de proteção e teleodontologia para garantir uma triagem online e saber quando realmente é o caso de agendar a consulta presencial. “A liberação deste atendimento por parte das entidades responsáveis vem bem a calhar, quando o objetivo prioritário, agora, é ficar em casa, mas não significa que será extinto tão logo a quarentena termine. Vale ressaltar que é uma triagem, um começo e não o fim, visto que existem problemas que requerem a avaliação presencial de um profissional”, ressalta Zahr.

Acompanhe a entrevista completa com Dr.Paulo Zahr, CEO da OdontoCompany

Dentista

CONSUMIDOR MODERNO: A telessaúde se expandiu pelo mundo com a pandemia. Como funciona o serviço de teleodontologia? Esse serviço está disponível para todas as unidades? Uma conversa remota é provavelmente o passo mais sábio a se dar neste momento?

PAULO ZAHR: O serviço está disponível a todos os clientes, tanto para os novos quanto para os que estão em tratamento. Ele acontece por uma plataforma especializada em teleconferência, em que, além da imagem entre profissional e paciente, disponibiliza também os dados, o diagnóstico e o histórico de receituário. Dependendo do caso, os profissionais/franqueados podem direcionar para apps mais simples, como o próprio WhatsApp, em que é possível ver a dentição. A liberação deste atendimento por parte das entidades responsáveis vem bem a calhar, quando o objetivo prioritário, agora, é ficar em casa, mas não significa que será extinto tão logo a quarentena termine. Vale ressaltar que é uma triagem, um começo e não o fim, visto que existem problemas que requer a avaliação presencial de um profissional.

CM: Como identificar casos de urgência e saber se é realmente necessário procurar um dentista? Como identificar se a clínica é segura para o atendimento?

PZ: É preciso analisar se essa dor é de algum processo inflamatório ou de sensibilidade e que, portanto, pode ser resolvido com medicamentos ou aplicação de produtos específicos, ou algo realmente mais sério, que se enquadre como atendimento de urgência, que é quando o paciente sente dor. É o caso, por exemplo, de dores de dente aguda ou fratura dentária com trauma no tecido bucal. Uma dica é colocar água quente na região e observar a sensação: o contato com a água quente pode, em algumas situações, provocar dor, reflexo de algum agravamento da saúde bucal. Nesse caso, a ordem é procurar o profissional imediatamente. Outra opção é bater de leve no dente, de cima para baixo. Se a dor vier instantemente à batida, é algum problema que também requer atenção e demanda cuidado odontológico.

CM: Como identificar se a clínica é segura para o atendimento?

PZ: Vale se informar sobre os métodos que o estabelecimento está adotando e os EPIs que os profissionais estão usando, como viseiras, placas de acrílico, tapetes sanitizantes, infraestrutura e higiene da sala de consultório, se ela está sendo devidamente higienizada após cada atendimento. Procure identificar se há uma zona que podemos chamar de área limpa, ou seja, um espaço em que tanto o profissional quanto o cliente, entram devidamente higienizados (calçados, roupas e devidas proteções faciais).

CM: A recomendação nesses tempos, além de atender somente urgência e emergência, é de garantir que pacientes com sintomas suspeitos do coronavírus ou outra infecção respiratória não fiquem esperando atendimento entre os outros. Neste sentido, as clínicas estão tomando quais atitudes? Pacientes precisam ser testados para seguir com o procedimento?

PZ: Sempre houve uma preocupação por parte da rede em garantir um espaço limpo e livre de transmissão de doenças, já que o tratamento bucal envolve o contato com os fluidos do corpo (saliva, no caso). Desde o começo da pandemia, os cuidados redobraram e os clientes marcam hora para evitar grande fluxo de pessoas dentro da clínica. Além destes e os já mencionados acima garantiram que nossa taxa de infecção de funcionários fosse baixíssima. Sem sintomas, atendemos a todos. Não pedimos exames, na semiologia do cliente todos dados são checados e caso o cliente tenha indício encaminhamos para consulta médica.

CM: Em relação ao equipamento de proteção, quais devem ser utilizados? Qual o período de troca? Estão atendendo menos pacientes, para que tenham mais tempo para desinfetar os espaços e máscaras, luvas e escudos, entre as visitas?

PZ: Os EPIs de odontologia são: gorros, máscara N95, avental, óculos, luvas e sapatilhas. Durante este momento pandêmico, vale implementar a viseira também. A orientação é que se troque todo o EPI a cada atendimento, já que além de proteger o profissional, ele proteja também o próximo paciente. Sobre a quantidade de paciente, a própria quarentena diminuiu o fluxo de pacientes, já que muitos estão respeitando as orientações. A continuação de tratamentos que exija a presença, está sendo feita de maneira responsável, com maior espaçamento entre as consultas para a devida e correta higienização.

CM: Não somente os pacientes, mas os dentistas e higienistas também correm risco de adoecer, pois, são os que recebem mais aerossóis que podem conter o vírus. Quais outras atitudes, além das já citadas, foram tomadas para aumentar a segurança dos profissionais?

PZ: Antes mesmo da pandemia já tomávamos vários cuidados com a higienização das clínicas, como uso de EPIs pelos profissionais e a disponibilização de álcool gel. Sempre tivemos controle de contaminações por vírus e bactérias de todos os tipos, pois por trabalharem com a boca de pacientes, os profissionais ficam totalmente expostos. Atualmente ao entrar em uma unidade, o paciente passa pelo que eles chamam de Barreira Limpa, um local onde os sapatos entram em contato com uma solução de hipoclorito de sódio; os banheiros são higienizados a cada 40 minutos; todos os clientes medem a temperatura ao entrar e não podem ser atendidos clientes com febre; os profissionais usam máscaras e protetores faciais.

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