Marketplace e loja digital como caminhos para empreender na pandemia

Empreender já é um desafio. Fazer isso em pleno isolamento social virou um teste de resistência. O e-commerce foi o caminho para muitos empresários

Foto: Pixabay

No momento em que as cidades começam a afrouxar as medias de isolamento social, retomando aos poucos as atividades econômicas, os dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) dão uma dimensão do efeito da pandemia na economia.

Desde o início da pandemia, 107 mil lojas aderiram à venda on-line de seus produtos, o que fez o número desse tipo de negócio quase dobrar no período, passando de 135 mil lojas ativas para 242 mil. Em termos de comparação, a média de crescimento era de 10 mil novas lojas por mês antes da pandemia.

Esses números mostram que loja digital, e-commerce e marketplace passaram a ser necessidade – e não mais opção – para empreendedores que se viram de um dia para outro sem loja física, sem clientes e sem dinheiro para manter os negócios.

No atual cenário, a orientação do Sebrae-SP é que o empreendedor encare seu negócio como digital físico e digital online. “Esqueça a ideia de um ou outro. A pandemia nos mostrou que a forma de consumir mudou e fazer compras pela web é um hábito que veio para ficar. A pergunta agora é como se destacar nessa avalanche de negócios que surgiram”, diz o consultor de negócios do Sebrae-SP Edgard Ferreira dos Santos Neto.

COMO SE DIFERENCIAR NO E-COMMERCE

As redes sociais são um ótimo caminho para se posicionar, interagir com consumidores e gerar vendas. “Mas atenção: Facebook e Instagran são apenas canais de divulgação. Venda online só ocorre por e-commerce”, explica Edgard.

Para quem não tem grana para criar um e-commerce próprio, uma saída é utilizar os marketplaces como Mercado Livre e mais recentemente o Magalu, que disponibilizam espaço para pequenas marcas. “A vantagem de estar nesses espaços é que o empreendedor utiliza toda a estrutura disponível.”

Por outro lado, essa facilidade tem um custo: o empreendedor paga uma comissão para o marketplace, que varia entre as plataformas. “O empreendedor precisa incluir esse valor no custo final do produto para que não tenha perdas”, aleta Edgard.

MARKETING NO E-COMMERCE COMO DIFERENCIAL

Quem tem um e-commerce próprio, pode adotar a estratégia do digital físico. “Nesse modelo, o cliente escolhe e faz a compra pelo site, mas retira o produto na loja, ou recebe em casa”. Vale principalmente para marcas que concentram as vendas na vizinhança.

Ter um e-commerce puro, por outro lado, acarreta investimento em marketing digital para convencer o cliente a migrar para o canal digital. “Precisa ter investimento para realizar um bom trabalho de impulsionamento dos produtos e da marca”, diz o consultor do Sebrae-SP. É preciso refletir se este é o momento de novos investimentos.

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