Educação financeira é destaque na gestão de crédito e retomada pós-pandemia

Em webinar exclusivo sobre os “novos rumos do crédito e da retomada da confiança do consumidor”, executivos falam sobre a importância das finanças pessoais

A crise gerou impactos nas mais diferentes áreas. A economia, assim como a saúde, foi uma das mais atingidas. Em um cenário de retração econômica e incertezas, medidas como cortes de rendas e acordos para manutenção de empregos, foram implantadas. Por isso, falar de educação financeira e gestão de crédito, se tornou ainda mais importante nos últimos meses para a população mundial.

Em webinar exclusivo da Consumidor Moderno sobre os “Novos rumos do crédito e da retomada da confiança do consumidor”, com Hilgo Gonçalves, Presidente da ACREFI (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento); Bruno Russo Franco, Head de Comercial e Produtos da Recovery, Jacques Meir, diretor-executivo de Conhecimento do Grupo Padrão e a apresentação de Éric Visintainer, editor da plataforma Whow!, o assunto foi destaque.

Desafios com a crise

De acordo com uma pesquisa recente, publicada pelo The Guardian, 20% dos entrevistados veem a pandemia como um alerta para gerenciar melhor seu dinheiro no futuro. Além disso, 30% dizem estar despreparados para enfrentar os reflexos da crise, enquanto 38% pretendem começar a poupar dinheiro para emergências após a pandemia.

No Brasil, a situação é semelhante, segundo dados do Banco Mundial, apenas 3,64% da população brasileira economiza para a aposentadoria e futuro. Um número relativamente baixo, já que na América Latina a média é de 10,6%.

“Essa crise atual é desafiadora e requer muito mais de todos nós e, quando a gente olha para o crédito, ele acaba sendo um sustentáculo para que possamos enfrentar com mais serenidade o que está acontecendo. Queremos dar tranquilidade a população brasileira e aos empresariados. Março foi um mês muito traumático, porque ninguém estava preparado para o que estava acontecendo. Tanto que, o índice de confiança do consumidor, medido pela Fundação Getúlio Vargas, caiu brutalmente neste mês. O serviço de crédito serviu como uma sustentabilidade, claro que não conseguimos agradar a todos, mas muitos ficaram satisfeitos com o sistema econômico”, expõe o presidente da ACREFI.

Na Recovery, empresa especializada na regularização de dívidas de consumidores e companhias, a situação é parecida.  Segundo Franco, muitas mudanças aconteceram e março foi o mês mais impactante.

“Só ao longo de maio e junho vimos essa curva voltando aos patamares que, inclusive, tínhamos antes da pandemia. Obviamente, a política pública ajudou muito, tanto na pessoa física como na jurídica, o governo deu um folego para as pessoas […] Estamos vendo um movimento agora na pandemia que nunca tínhamos visto antes, onde as pessoas estão transacionando mais digitalmente, e isso ajuda muito os bancos e quem está oferecendo algum crédito, a ter mais informações”, afirma.

Retomada

Após meses complicados, o segundo semestre deste ano deverá ser melhor, tanto na concessão de crédito tradicional, como no mercado de capitais. Estamos em um momento de virada de chave, que precisa ser cuidadosa. Por isso, para a população, suporte em suas decisões de trabalho, consumo e dinâmicas de crédito, será fundamental.

“A retomada do crédito precisa ser de forma consciente. Em um estudo publicado recentemente pelo Banco Central do Brasil, mostra que no país, temos 10 milhões de pessoas, que de alguma maneira tem inadimplência em sistemas de créditos. Por isso, cada vez mais, é necessário que o tomador de crédito, use a opção como um aliado para resolver a situação da empresa ou para o consumidor melhorar sua qualidade de vida. E para que isso possa funcionar bem é importante que o consumidor se conecte com o que nós chamamos de ‘conhecimento maior’. É preciso pesquisar mais, antes de tomar iniciativas”, pontua Gonçalves.

“A gente já pega o cliente endividado, não pegamos o princípio do problema, mas também vemos muitas pessoas pegando crédito para coisas que talvez não fosse necessário para o momento. Ainda percebemos que, o consumidor tem pouco informação de qual crédito que serve para ele, e isso é um dos grandes problemas que temos atualmente“, complementa o Head de Comercial e Produtos da Recovery.

Busque aprender mais

A falta de informação e cultura financeira, que ficou evidente para muitas pessoas na crise, pode estar relacionada com a questão que, ainda não é comum tratar do assunto na infância, ou até mesmo, no começo de uma vida profissional, mostrando importância de se poupar e saber gerenciar o dinheiro. Por isso, Gonçalves reforça que investir em educação financeira é uma necessidade importante em todo o país, não somente em um cenário de pandemia, mas para a vida inteira.

“Se as pessoas tiverem mais conhecimento, elas vão usar o crédito a seu favor. No site Banco Central do Brasil tem uma opção de educação financeira em tempos de Covid-19. Lá, você consegue analisar o impacto da sua renda atual, informações sobre dívidas e outras coisas. São algumas perguntas estratégicas que podem melhorar sua situação neste momento. Educação financeira não é só para aqueles de que alguma forma não tem tanto conhecimento, mas também para nós. Precisamos nos orientar, só assim daremos o produto certo, para o cliente certo e ajudar na tomada de decisões conscientes”, conclui.


Quer saber mais? Confira o bate-papo completo:


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