Estudo aponta extrato de alga marinha eficaz contra Covid-19

Substância presente na mesma alga marinha utilizada para fazer sushi, pode ajudar a “prender” o vírus antes que ele possa infectar células humanas, segundo pesquisadores do Instituto Politécnico Rensselaer

A luta por uma vacina ou um medicamento que seja capaz de conter o coronavírus está presente diariamente na rotina de pesquisadores e cientistas por todo o mundo.  Nos Estados Unidos, o Remdesivir, desenvolvido pela companhia biofarmacêutica Gilead Sciences, foi considerado um avanço farmacêutico e vem sendo testado de forma experimental para o tratamento da Covid-19.

Recentemente, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), também autorizou a realização de estudos clínicos com o remédio para o pacientes hospitalizados com pneumonia grave provocada pela Covid-19. O pedido foi feito pela PPD do Brasil Suporte a Pesquisa Clínica Ltda e a previsão é utilizar 105 pacientes brasileiros como parte na análise.

No entanto, um novo estudo realizado por Pesquisadores do Instituto Politécnico Rensselaer sugere que um extrato de alga marinha pode superar os resultados do Remdesivir.

O que a pesquisa diz?

Intitulada como RPI-27, a substância encontrada na mesma alga marinha presente no sushi, pode ajudar a “prender” o vírus antes que ele possa infectar as células humanas. Segundo os pesquisadores, a aplicação do extrato em testes de laboratório, junto com a heparina, teve um efeito quase 10 vezes mais ativo que o remdesivir no bloqueio da infecção. Já somente a heparina foi um pouco menos ativa que o medicamento, mas também pode ser eficaz no tratamento.

“A alta atividade do RPI-27 e RPI-28 em relação aos outros polissacarídeos testados pode ser resultado de interações multivalentes entre o polissacarídeo e a partícula viral 12. Enquanto a heparina, TriS-heparina e NACH são polissacarídeos lineares, o RPI-27 e o RPI-28 são altamente ramificados, possivelmente conferindo pontos de interação adicionais no espaço tridimensional. maior afinidade do RPI-27 em comparação com o RPI-28 e, portanto, sua atividade antiviral é mais potente, podendo estar relacionada a massa molecular muito maior do primeiro”, diz o estudo.

Spray de heparina?

Após os resultados do estudo, os pesquisadores estão procurando estruturas e parceiros clínicos para testar uma espécie de spray nasal usando heparina, para conter as transmissões de COVID-19 que acontecem pela respiração. Segundo eles, aplicar “a heparina oralmente ou de forma nasal” será um grande avanço positivo.

“As rotas potenciais de entrega desses candidatos a polissacarídeos não anticoagulantes, incluindo os fucoidanos (RPI-27 e RPI-28) e a TriS-heparina, que poderiam ser por meio de um spray nasal, inalador de dose calibrada ou administração oral. Isso é diferente do remdesivir, que deve ser administrado por via intravenosa. A heparina inalada tem benefícios adicionais, como reduzir a coagulopatia pulmonar e a inflamação sem produzir sangramento sistêmico”, aponta a pesquisa.

Veja o estudo completo aqui!


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