Marca própria ganha preferência do consumidor

Categoria teve expansão de 10%, enquanto commodities como arroz, feijão e café subiram mais de 32%. Preço mais baixo ajuda, mas opção faz parte de uma tendência que vem ganhando força nos últimos anos

Foto: Pixabay

Uma tendência que vinha se desenhando no varejo está se confirmando neste ano: o brasileiro está comprando mais produtos de marca própria. Em abril, as vendas desse segmento cresceram 10% em comparação com abril do ano passado.

As commodities como leite, arroz, café e feijão tiveram expansão ainda maior. Cresceram 32,6% no período. Os dados fazem parte da pesquisa realizada pela Nielsen, em parceria com a Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização (Abmapro).

A pandemia teve papel importante na opção pelas marcas próprias. Mas não foi só. “Essa expansão se consolidou como uma tendência desde o início do ano, mas é certo que a pandemia acelerou o processo”, afirma a presidente da Abmapro, Neide Montesano.

Ela explica que, tradicionalmente, os produtos de marca própria custam em média 30% mais barato do que seus similares da marca líder. Portanto, diz, é natural que no momento de crise, com as famílias se reorganizando financeiramente, a opção pela marca própria seja um caminho para economizar.

DIA E COOP APOSTAM EM MARCA PRÓPRIA

MARCA PRÓPRIA

Na Coop, venda de marcas próprias tem alta de quase 50%

O Grupo DIA, por exemplo, na divulgação do balanço do segundo trimestre, creditou a introdução das marcas próprias nas lojas brasileiras como um dos motivos para o crescimento de 20% na operação local.

Na Coop – Cooperativa de Consumo, os produtos de marcas próprias também estão ganhando a preferência nos carrinhos dos consumidores. Na média, o aumento das vendas de produtos das marcas Coop e Delícias da Coop marca Coop foi de 47,5% em abril na comparação com igual mês de 2019.

Alguns itens, entretanto, superaram em 100% as vendas. Esse é o caso de arroz (147,88%) e embutidos para feijoada (132,91%). Outros produtos também tiveram desempenho elevado, como ovos (79,35%), papel higiênico (61,52%), água sanitária (37,64%) e farináceos (66,01%).

SEGURANÇA É O VALOR POR TRÁS DA MARCA

“O período de isolamento social provocou considerável aumento nas vendas de vários produtos. Porém, a marca própria apresenta um crescimento superior porque o maior consumo nas residências faz com que os consumidores busquem alternativas mais econômicas, mas com qualidade e segurança similar às das marcas líderes”, afirma o gerente comercial da Coop Eder Fernandes.

Essa opinião é compartilhada pela presidente da Abmapro. Segundo Neide, segurança é um item muito importante quando o consumidor faz uma troca, especialmente em tempos de crise. “Ao optar pela marca própria por conta do preço, ele faz uma troca segura. Afinal, por trás da marca está um varejista que não quer perder o valor que construiu”, finaliza.

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