Afinal, que tipo de inovação o consumidor espera das empresas?

Que tipo de inovação os consumidores estão demandando das empresas, e como a pandemia mudou na forma de se inovar? Executivas da Getnet e Mondelez comentam

Créditos (Pixabay)

Expandir a percepção de oportunidades de negócio e inovação é fundamental para o sucesso das grandes marcas. No último Webinar Consumidor Moderno, executivas da Getnet e Mondelez Brasil debateram inovação e disrupção em um cenário de crise global.

Ouvir para se reinventar

O setor de pagamentos é um universo ágil por natureza: “Se você não inova a cada três meses, você está fora do mercado”, diz Vanessa Gordilho, Vice-Presidente Comercial de Varejo, Key Accounts e E-Commerce da Getnet, a empresa de tecnologia do grupo Santander.

Com uma demanda tão intensa, em que cada mês vale a um ano, é preciso se reinventar e acompanhar as demandas dos consumidores com destreza, senão você está fora do mercado.

Desde o início da pandemia de coronavírus, as agências físicas Santander não fecharam as, para que conseguissem dar conta dessa demanda e oferecessem todos os recursos necessários aos clientes.

“Nossa reinvenção foi muito mais de ouvir as necessidades que se tornaram latentes, mas de modo que conseguíssemos atender o que o cliente estivesse precisando, desde um capital de giro até uma antecipação de volumes que já haviam sido transacionados ou colocá-los dentro do mundo digital”, comenta a Vice-Presidente. 

Segundo Vanessa, os consumidores ― e a atual situação do país ― demandaram o lançamento de três novos produtos: o split de pagamentos, para marketplaces de múltiplos lojistas; criação de links de pagamento; e a Loja Digital, que já estava em piloto antes mesmo da crise. “O foco foi evitar ao máximo que os clientes precisassem recorrer a meios mais duros para se manterem ativos, para isso a empresa focou em nunca parar de trabalhar por esse prol”, pontua.

inovação

Créditos (Pixabay)

A multidisciplinaridade como segredo

“Inovação é cultura.” Este é o cerne da transformação com base nas demandas individuais dos consumidores da Mondelez Brasil ― líder de snacks no país, presente em 700 mil pontos de vendas.

Apesar de ser uma grande corporação, o espírito inovador das startups se faz presente no dia a dia da Mondelez, segundo Tatiana Gracia, Diretora de Excelência de Marketing da empresa. Segundo a executiva, através desse entendimento isso é possível ativar os três motores da inovação: aceleração, colaboração e empatia. “Esses são os três ciclos da construção de uma startup, que começa com o entendimento das dores do consumidor, e em seguida se faz um design thinking para modelar o negócio. Só depois se produz e entrega”, ressalta, explicando que, desta forma, é possível que o estudo das necessidades do cliente esteja enraizado nos negócios.

Mas há um fator-chave que induz a Mondelez a estar sempre ativa nos desejos de seu público-alvo: falar de diversidade

De acordo com a Diretora, é isso que o consumidor está buscando: marcas que tenham fortes valores sociais e muita delicadeza no trato dos indivíduos, que pode ir desde o cuidado no nome dos produtos até as mensagens das comunicações. 

“O olhar multidisciplinar irá trazer a inovação com propósito e relevância, e é isso que nossos consumidores estão buscando: marcas que tenham um propósito e que ofereçam produtos relevantes para solucionar seus problemas ou desejos.”

Tatiana Gracia, Diretora de Excelência de Marketing da Mondelez Brasil

Inovação = empatia

Após a pandemia, algo mudou na na forma de as empresas produzirem inovação

Considerando que toda crise gera novas oportunidades. A partir da crise global de 2008 foi observado o surgimento de inúmeras novas empresas, além da ascensão das startups. E em 2020, momento em que enfrentamos uma crise global totalmente diferente, é essencial entender o que as empresas estão produzindo em termos de inovação ou disrupção.

A pandemia faz com que a Mondelez, por exemplo, pudesse sentir na prática uma das principais abordagens do design thinking: a empatia. Para Tatiana Gracia, este é um grande momento para se falar sobre empatia, inovação e comportamento, e essa oportunidade não pode ser perdida pelas empresas. A executiva reforça a necessidade de marcas e corporações buscarem recursos para escutar as dores dos consumidores, a fim de se tornarem mais próximas deles, ao invés de esperarem que a população vá sozinha atrás de seus serviços.

“Tudo começa e deve começar pelo consumidor, entendendo seu comportamento de forma empática”, finaliza.


Assista abaixo ao webinar completo pelo link abaixo

 






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