Pandemia impactou negativamente 4 em cada 10 empresas do país

Dados são referentes à pesquisa Pulso Empresa: Impacto da Covid-19 nas Empresas, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); para 28,2% dos negócios, os efeitos da pandemia foram de pouco impacto ou inexistentes

Pandemia trouxe prejuízo a mais de 40% das empresas brasileiras. Imagem: Pixabay

A pandemia do novo coronavírus continua trazendo impactos negativos para grande parte das empresas brasileiras. Das 2,814 milhões de empresas em funcionamento no país na primeira quinzena de julho, 44,8% delas informaram que a pandemia afetou de forma negativa as atividades. Os dados são da Pesquisa Pulso Empresa: Impacto da Covid-19 nas Empresas, que integram as Estatísticas Experimentais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Impacto da pandemia nas empresas brasileiras

Impacto da pandemia nas empresas brasileiras.
Reprodução: IBGE

Para 28,2% das empresas, os efeitos da pandemia foram de pouco impacto ou inexistentes, enquanto outros 27,0% relataram impacto positivo. O setor que parece mais sofrer com o período é o de Serviços: 47,0% das companhias do setor se queixaram dos reflexos da crise sanitária. No segmento de Serviços prestados às famílias, 55,5% das empresas foram negativamente afetadas. No comércio,  44,0% das companhias relataram prejuízos nos negócios. Na Construção, 38,0% foram afetados negativamente.

Segundo o IBGE, regionalmente, foi no Centro-Oeste que as empresas perceberam o maior impacto negativo, atingindo 51% delas. Na sequência estão as regiões Norte (48,1%) e Sul (47,2%).

Redução no volume de vendas do comércio

O levantamento do IBGE também observou que 46,8% das empresas do comércio registraram queda nas vendas em decorrência do isolamento social na primeira quinzena de julho, enquanto para 26,9% delas o impacto foi pequeno ou negativo e para 26,1%, positivos.

O comércio (51,6%), principalmente o varejista (54,6%), teve o maior contingente de empresas com percepção de impacto negativo sobre as vendas; o setor de serviços, por sua vez, foi mais afetado nos setores profissionais, administrativos e complementares (48,1%) e de serviços prestados às famílias (47,7%). Na indústria e na construção, a redução de vendas afetou 40,8% e 31,9% das empresas, respectivamente.

O IBGE destacou que o comércio de veículos, peças e motocicletas foi o que mais relatou impacto positivo sobre as vendas, atingindo 40,5% das empresas do segmento. Ainda de acordo com a pesquisa, 47,4% das empresas disse não ter percebido impacto negativo sobre a capacidade de fabricação dos produtos ou de atendimento aos clientes. Para 11,3%, houve facilidade.

Já 41,3% das empresas alegaram ter tido dificuldade. O maior impacto negativo foi no comércio de veículos, peças e motocicletas (58,1%) e no comércio por atacado (57,7%). No setor de serviços, o maior impacto foi nas atividades de outros serviços (56,5%).

Manutenção de empregos

Diz o levantamento que oito em cada dez empresas mantiveram funcionários contratados na primeira quinzena de julho, enquanto 13,5% relataram ter demitido funcionários. Apenas 5,3% delas disseram ter aumentado o quadro de colaboradores no período.

Segundo o IBGE, a manutenção dos empregos foi um comportamento disseminado entre os setores econômicos – de indústria (79,2%), comércio (77,6%), construção (77,6%) e serviços (84,3%).

O maior percentual de empresas que demitiram é na faixa intermediária (de 50 a 499 funcionários) e empresas de grande porte (500 ou mais).


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