O velho novo básico: como a pandemia trouxe o essencial de volta às nossas vidas?

“Não é sobre criar novos consumidores; é sobre aprender a consumir melhor”. Diretores da J&J e Hering falam sobre o retorno ao básico nos hábitos de consumo

Foto: Annie Spratt (Unsplash)

Convívio familiar e preparo das próprias refeições. O que antes, para as gerações mais maduras, era parte do dia a dia, se tornou raro entre as gerações mais jovens e mais aceleradas.

E o isolamento social trouxe esses velhos hábitos de volta à rotina de todos, ensinando as gerações Z e Y a cuidarem mais do que está do lado de dentro do que de fora das suas casas ― e se si mesmos.

Mas será que esse retorno aos antigos comportamentos veio para ficar? 

No último Webinar Consumidor Moderno ao vivo, executivos do Grupo Padrão, Hering e Johnson & Johnson debateram como todas essas mudanças se refletem no consumo, no trabalho e nas relações.

O novo básico

O “retorno ao básico” levanta discussões sobre antigos prazeres nem sempre tão valorizados nos dias de hoje, como passar tempo em família cozinhar. 

Uma das marcas que é a cara do “básico” no Brasil é a Cia. Hering, empresa de vestuário que há 140 anos oferece roupas com foco em conforto e bem-estar. 

Fabíola Guimarães, Diretora de Marcas da Hering e Hering Kids, opina que está havendo uma reconexão dos consumidores com os consumos de base ― tendência que a companhia observa de perto. “A Hering é o básico do Brasil”, diz. 

Desde o início da pandemia, a Diretora ressalta, o “essencial” ganhou mais valor no mercado de consumo. Por isso, a Hering está evidenciando mais do que nunca o legado de oferecer o fundamental com conforto, minimalismo e qualidade. “É sobre levar o bem-estar de vestir para você estar na sua própria pele, mas com esse conforto transmitido para onde a pessoa estiver”, diz.

“Produtos que estão sendo produzidos sem propósito e sem responsabilidade social acabam sendo superficiais nesse momento. Por isso a Hering aposta na valorização por peças atemporais, que sejam coringas, com foco em conforto e valorização do trabalho nacional, com menos importados” ― Fabíola Guimarães, Diretora de Marcas da Hering e Hering Kids

Para Jacques Meir, Diretor-Executivo de Inteligência do Grupo Padrão, esse despojamento funciona como um vetor de saúde mental dos indivíduos, permitindo que as pessoas se sintam autênticas e ao mesmo tempo estarem à vontade no próprio corpo. 

“A pandemia fez com que todos se atentasse aos valores essenciais, como a convivência em família, cozinhar, vestir roupas mais despojadas, manter divisões de tarefas, etc. A casa representa um refúgio e traz um elemento de segurança para se encarar um momento de incertezas”, comenta Jacques Meir.

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Foto: nastya_gepp (Pixabay)

Novas formas de consumir

Enquanto a ANVISA autoriza os testes de vacina contra Covid-19 desenvolvidos pela Johnson & Johnson, o CEO global da empresa, Alex Gorsky compartilha uma mensagem motivacional com os funcionários da multinacional: “Foi para momentos como esse que a J&J foi criada; para trazer um diferencial de saúde e segurança para as famílias no mundo”

Com essa deixa, o Diretor Comercial da Johnson & Johnson no Brasil, Silvio Silva, comenta no Webinar sobre as novas formas de se consumir, entrando na abordagem dos produtos essenciais. Agora, segundo Silva, o consumidor tem menos tempo para dedicar aos postos de venda, na pandemia, e não podem errar nas escolhas. “Isso exige uma ciência maior para a produção, para que haja mais assertividade. O consumidor não tem tempo para se arrepender”, afirma.

Uma vez que a Johnson & Johnson é uma empresa voltada à saúde, há – dentro do movimento de reconexão com o básico – um movimento prioritário para se levar a saúde ao mundo. 

Dentre as estratégias usadas pela J&J para facilitar o acesso à saúde, estão maior atenção com os produtos das categorias essenciais, disponibilização de embalagens maiores, para que durem mais tempo de consumo e o amplo abastecimento das fábricas para que os produtos não faltassem em nenhum ponto de venda no Brasil.

“Agora, o consumidor vai menos aos pontos de venda, e fica menos tempo dentro deles. Portanto, não podemos deixar que esses consumidores errem na compra”, diz, e complementa: “As pessoas não querem mais só consumir um produto e ponto; as pessoas querem pensar no amanhã.”

“É preciso trazer ciência para que as pessoas saibam que o fim da pandemia não fará com que as pessoas possam baixar a guarda nos cuidados de higiene” ― Silvio Silva, Diretor Comercial da Johnson & Johnson.

Assista ao Webinar completo no canal Consumidor Moderno clicando abaixo

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Imagem: Grupo Padrão

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