Brasil é um dos países com mais vítimas de ataques cibernéticos no mundo, segundo pesquisas

Somente no WhatsApp foram mais de 3 milhões de golpes sofridos por cidadãos em 2020. Saiba como se proteger destes ataques cibernéticos

Imagem de Pete Linforth por Pixabay

Em um mundo cada vez mais orientado por dados, a cibersegurança se torna um fator primordial para os cidadãos ― tão importante ou mais do que o clássico hábito de carregar um casaquinho nos dias frios. Afinal, é cada vez mais comum pessoas perderem seus bens através de ataques cibernéticos ― e os crimes estão cada vez mais sofisticados e complexos.

De acordo com o relatório 2020 Cyber Defenders do CB Insights, o número de startups unicórnio de cibersegurança pulou de 8 para 16 em 2020. Esse boom de unicórnios verifica a enorme necessidade do mercado de encontrar soluções cada vez mais ágeis e inovadoras para a segurança de dados.

Vítimas de clonagem

O laboratório de segurança digital Dfndr Lab publicou um levantamento no mês de julho que aponta 5.8 milhões de vítimas de golpes diversos de WhatsApp no Brasil. Quando o assunto é clonagem, foram 3 milhões de usuários prejudicados no País no primeiro semestre do ano. 

O meio criminoso mais utilizado no Brasil, segundo o laboratório, são os golpes disseminados por notificações push nos navegadores de internet. 

Emilio Simoni, diretor do Dfndr Lab, explica que muitos links maliciosos são compartilhados através de redes sociais ou WhatsApp, que prometem acesso a um conteúdo específico, mas acabam direcionando para uma página falsa. “A página falsa solicita a permissão para o envio de notificações push. Ao conceder a permissão, a vítima permite que o cibercriminoso envie a ela anúncios, que geram lucro aos atacantes através das visualizações, e também acaba permitindo o recebimento de novos golpes”, alerta.

Outros formatos de golpes populares no país são as falsas promoções e sorteios. Nestes casos, perfis falsos contatam as vítimas relatando que elas foram contempladas com algum prêmio ou cortesia, e pedem dados pessoais, que incluem telefone e e-mail. Em seguida, enviam um código PIN no número informado para validar a “participação” daquele indivíduos. Através dessas informações os golpistas são capazes de clonar o WhatsApp da vítima.

Falsos vendedores de marketplaces ou falsos atendentes de empresas e serviços utilizam essa mesma técnica para captar dados dos cidadãos e efetuar clonagens.

ataques cibernéticos

Imagem de Tumisu por Pixabay

O perigo também vem por e-mail

Um estudo da Trend Micro, chamado Fast Facts, revelou que o Brasil foi o quarto país com mais ameaças por e-mail detectadas no primeiro trimestre de 2020. Foram um total de 257,6 milhões de achados. 

A Trend Micro aponta, ainda, que golpistas estão utilizando a crise do novo coronavírus como vantagem para suas tentativas de comprometer a integridade de usuários e empresas no mundo. “Globalmente, foram bloqueadas em maio um total de 5,6 bilhões de ameaças cibernéticas, alta de 8,4% em comparação ao mês de abril”, afirma a empresa. Dentre as principais ameaças estão mensagens de spam, ransomware e malware, dentre outras.

Saiba como se proteger

Para Emilio Simoni, é importante que a população seja educada a fim de evitar cair em possíveis golpes, com atualizações constantes dessas informações, uma vez que as práticas criminosas evoluem rapidamente.

“A popularidade que este tema ganhou nos últimos tempos ajudou na conscientização, mas ainda não é o suficiente para o combate efetivo ao golpe. Os criminosos estão sempre criando novos maneiras para atrair e enganar vítimas, por isso é necessário ter sempre uma solução de segurança instalada em seu dispositivo.”

Segundo a Dfndr Lab, algumas atitudes podem ser tomadas para minimizar as chances de cair em golpes digitais:

Usar e abusar de aplicativos antivírus, tanto no celular quanto no computador ✓

Nunca compartilhar dados pessoais em sites suspeitos ✓

Ativar autenticação em duas etapas em todos os aplicativos ― sobretudo no WhatsApp ✓

Tomar o máximo de cuidado ao clicar em links compartilhados no WhatsApp ou redes sociais ✓

Checar sites como E-Farsas ou Dfndr Lab para verificar se links e informações são suspeitos ✓

Quando detectar uma fake news, sempre avisar amigos, familiares e conhecidos para que todos se protejam ✓


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