Transformação definitiva: Varejo terá de se reinventar no pós-pandemia

Word Retail Congress discutiu as transformações no varejo e os desafios para a retomada econômica no pós pandemia

Varejo se transformou rapidamente desde o início da pandemia. Foto: Shutterstock

“As mudanças trazidas pela pandemia da Covid-19, sobretudo na economia e no varejo, não são temporárias”. Quem diz é Ira Kalish, chefe de Economista Global Deloitte Touche Tohmatsu Ltd. As transformações impostas pela pandemia foram pauta do Word Retail Congress 2020.

Após um efeito catastrófico na economia global, boa parte dos países têm conseguido se recuperar – ainda que lentamente – das consequências da Covid-19. O efeito está mais visível agora, ao final do terceiro trimestre, principalmente em países que conseguiram suprimir consideravelmente a taxa de infecção pelo vírus.

Segundo o economista, alguns países da Ásia e da Europa Ocidental saíram na frente no processo de recuperação econômica, já que suprimiram o vírus de forma homogênea, com fechamento de atividades e testagem em massa. Nos Estados Unidos, contudo, a situação não é mais complexa, diz Kalish, mas os resultados são de certa forma bons.

“Não temos uma autoridade central; são 50 estados que agem de diferentes formas, que promoveram reabertura econômica em momentos diferentes, algumas um pouco cedo demais”, explica. “Mas em termos de política fiscal e incentivo à economia, o país teve bons resultados, até mesmo o desemprego teve boa queda”, segue.

“As políticas de créditos estimularam a economia e possibilitaram a manutenção de empresas e de pequenos empreendimentos. As famílias também conseguiram se manter de certa forma e isso estimulou o consumo“.

Adaptação à nova dinâmica

O comércio eletrônico cresceu globalmente durante a pandemia como nunca antes visto. Catalisado pelo fechamento dos setores presenciais, o e-commerce segue em alta mesmo após a reabertura em grande parte dos países.

Segundo Ira Kalish, a transformação veio para ficar e os empreendedores precisarão se adaptar para não perder espaço. É necessário, segundo o economista, perceber que os consumidores estão comprando para suas casas, e não adquirindo serviços presenciais, pois é mais econômico.

“Uma família gasta muito mais dinheiro para levar 4 pessoas ao cinema do que assinando Streaming para ver um filme em casa”, aponta. Ele diz, ainda, que serviços presenciais como hotéis e restaurantes terão de investir em atrativos que revertam a tendência que vem se formando após a chegada da crise sanitária.

“As lojas e os serviços presenciais não vão desaparecer, mas terão que se reestruturar”. Do contrário, diz Kalish, terão de aceitar o fim e assistir à hegemonia do e-commerce.


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