Campanha “Leis de JÁ QUE” estimula mudança de hábito em relação ao lixo

Projeto lançado por programa de incentivos de atitudes socioambientais e por consultoria especializada em Economia Comportamental nasceu de observação durante a pandemia

Se você, assim como milhões de pessoas ao redor do mundo, também tem passado mais tempo em casa nos últimos meses por conta da pandemia do novo coronavírus, certamente deve ter começado a observar a quantidade de lixo que produz. Foi assim que surgiu a ideia da campanha “Leis de JÁ QUE”, desenvolvida pela fintech SO+MA em parceria com a InBehavior Lab.

A criação da campanha

O mote da campanha é “JÁ QUE o mundo mudou, recicle os seus hábitos também”, e foi criado pro bono pelo publicitário Fernando Campos, da agência Santa Clara, com design desenvolvido pelo Atelier Carta e ilustrações da artista Elaine Pereira. A inspiração, segundo Campos, veio de uma expressão popular que usamos em diversas situações cotidianas: “já que estou fazendo isso, aproveito e faço aquilo também”.

A cientista comportamental e fundadora da SO+MA, Claudia Pires, conta que, no início da pandemia, a empresa recebeu muitas mensagens de pessoas que, ao ficarem mais tempo em casa, perceberam a quantidade de lixo que geram, e queriam aprender como separar e descartar corretamente seus resíduos. “O lixo deixou de ser invisível. As pessoas começaram a se sentir responsáveis por aquilo que antes não viam, os resíduos que elas mesmas estavam gerando. Percebemos essa oportunidade e entendemos ser um ótimo momento para criarmos novos hábitos”, explica.

Campanha incentiva reciclagem e descarte correto do lixo. Foto: Reprodução.

Ela convidou, então, a InBehavior Lab para desenvolver o projeto, que teve a ciência comportamental como base. Juntas, as empresas pensaram em ações que pudessem facilitar as decisões relacionadas à reciclagem e ao descarte correto de resíduos. Primeiro, elas identificaram os entraves ao comportamento correto das pessoas; depois, criaram os chamados “nudges” – pequenos “empurrõezinhos” para ajudá-las a mudar de atitude de forma efetiva e divertida.

Segundo Flávia Ávila, fundadora da InBehavior Lab, a proposta é criar alguns mecanismos para nos ajudar a fazer escolhas mais alinhadas ao que desejamos. “As ciências comportamentais indicam que, em momentos de ruptura, somos obrigados a mudar comportamentos e hábitos. Na pandemia aconteceu justamente isso: não tivemos muita escolha, a não ser mudar. Estamos juntos, tendo que nos acostumar com novas rotinas, novos hábitos. Essa é uma oportunidade para criar gatilhos positivos e, quem sabe, adquirir um novo estilo de vida”, diz.

Empurrõezinhos para criar novos hábitos

A campanha está sendo realizada pelo Instagram e Facebook, com posts de dicas práticas como: “JÁ QUE você está em casa, comece a separar o lixo orgânico do reciclável!”, “JÁ QUE vai ao mercado, dê o exemplo e leve a sua sacola retornável” ou “JÁ QUE vai pedir delivery, separe as embalagens para reciclagem”.

Para cada “Lei de JÁ QUE” foi criado um “empurrãozinho” para ser colocado em um ambiente da casa, ajudando as pessoas a adotarem novas práticas até que elas se tornem um hábito. Jogos no estilo “faça você mesmo”, com informações e dicas sobre reciclagem, também podem ser baixados gratuitamente, fomentando o aprendizado sobre reciclagem por meio de gatilhos comportamentais e do entretenimento.

“A ideia é que esses empurrõezinhos sirvam de inspiração para o público e que este compartilhe a campanha e inspire ainda mais pessoas, viralizando, gerando além do impacto positivo ambiental e na saúde pública, o bem-estar social.”, afirma Flávia.

A campanha também está arrecadando doações para as cooperativas de catadores de materiais recicláveis parceiras do programa SO+MA, que foram afetadas pela pandemia e fazem um trabalho fundamental na Economia Circular. “Fizemos um botão de doação para as pessoas que queiram ajudar quem hoje já trabalha com a reciclagem. Já estamos em 1 semana de campanha e estamos animados. É um valor ainda pequeno, mas promissor. Além disso, temos pessoas que já pediram os adesivos para colocarem nas suas casas. Ou seja, já começamos a perceber que essa é uma demanda do consumidor de querer entender, praticar e perceber qual impacto que pode ser gerado”, conclui Cláudia.


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