Novos comportamentos do consumidor no pós-pandemia

Estudo da FecomercioSP revela como a Covid-19 alterou hábitos dos consumidores, e quais deles vieram para ficar

A pandemia do novo coronavírus transformou o mundo que conhecíamos até então. As orientações de isolamento social impostas para conter o avanço da doença suspenderam ou modificaram as atividades de diversas empresas, seja na Indústria, no Comércio ou no setor de Serviços. Em momentos de crise, entender as preferências do consumidor se torna ainda mais importante, e pode ser a diferença entre a sobrevivência e a morte de uma empresa.

À medida que o mundo volta ao “normal”, no entanto, fica a pergunta: quais desses novos comportamentos do consumidor devem se consolidar nesse novo cenário? É o que revela a pesquisa “Transitório ou permanente: a pandemia e o novo comportamento do consumidor”, realizada pela FecomercioSP.

Para a Federação, ainda que a maior parte das mudanças provocadas pelo distanciamento seja provisória, alguns padrões de comportamento devem ser permanentemente alterados. Veja alguns dos destaques.

Home office e viagens de negócios

O trabalho remoto foi a principal alternativa adotada pelas empresas durante a pandemia, e tudo indica que ele veio para ficar. Depois de ser adotado às pressas e em larga escala pela maioria das organizações, o home office acabou se mostrando uma boa alternativa. A expectativa da FecomercioSP é que, quando a situação se normalizar, boa parte das atividades continue sendo realizada remotamente, ajudando as empresas a reduzir custos.

As viagens de negócios, afetadas severamente pela pandemia, também devem reduzir consideravelmente. Além da economia com passagens e diárias para funcionários, as empresas devem passar a considerar, também, a questão do tempo de deslocamento, que poderá passar a ser utilizado para a realização de outras atividades.

Essas mudanças devem impactar diretamente as atividades nas regiões comerciais e o setor de turismo de negócios, incluindo hospedagem, translado e “negócios-satélites”, como bares, restaurantes e táxis.

Aplicativos e comércio de bairro

As restrições de locomoção e de funcionamento de lojas durante a pandemia estimulou o uso de aplicativos para realização de compras e outros serviços. De acordo com a pesquisa, esse é outro comportamento que deve permanecer, já que muita gente já se acostumou com a comodidade de receber o que precisa em casa.

Quando o delivery não for uma opção viável, a tendência é que os consumidores acabem optando pelo comércio de bairro, que também tem sido beneficiado com o maior número de pessoas passando o dia inteiro em casa.

Cursos online e escolas

O isolamento social estimulou muita gente a fazer cursos online, especialmente de curta duração. As instituições de ensino perceberam o aumento da demanda e logo se movimentaram para supri-la. Com a necessidade de constante aperfeiçoamento exigida pelo mercado de trabalho, é bastante provável que os cursos online caiam cada vez mais no gosto dos consumidores.

O ensino à distância também foi posto à prova nas escolas. Não há dúvidas de que a interação social da sala de aula é indispensável para as crianças, mas o período de homeschooling serviu para que novas ferramentas tecnológicas fossem incorporadas aos estudos, e que as escolas e os pais estreitassem sua relação.

Outras mudanças

O relatório da FecomercioSP aponta ainda mudanças de comportamento do consumidor que devem gerar oportunidades em outros setores. O turismo de lazer, por exemplo, ainda deve levar um tempo para se recuperar, mas deve ganhar relevância no setor, já que não pode ser substituído por alternativas tecnológicas, como acontece com o trabalho.

Outra mudança bastante provável também, segundo a pesquisa, é a relação das pessoas com o carro próprio: com uma menor necessidade de deslocamento, muita gente deve reavaliar a necessidade de manter um carro na garagem, com gastos elevados com seguro, combustível e manutenção.

Por fim, o documento aponta que, ainda que evidentes, algumas dessas mudanças podem não se consolidar, já que é impossível prever acontecimentos futuros e como eles poderão impactar o comportamento do consumidor.


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